“O corpo é nómada, mas a alma é sedentária, isto é, as pessoas mantêm-se agarradas a princípios religiosos e culturais, portanto, a pessoa apanha um avião e vai para longe, mas leva o seu mundo atrás.”
Lídia Jorge
コカインの時間を介しての旅です
Alÿs’ poetic performances have much in common with Debord’s notion of psychogeography; described as ‘a compulsive wanderer’, he himself states,
…I spend a lot of time walking around the city… The initial concept for a project often emerges during a walk. As an artist, my position is akin to that of a passer-by constantly trying to situate myself in a moving environment. My work is a succession of notes and guides. The invention of a language goes together with the invention of a city. Each of my interventions is another fragment of the story that I am inventing, of the city that I am mapping.
Francis AlÿsGonçalo M. Tavares
«(...), Mattina conhecia o luxo filosófico de ter tempo para pensar, para observar, para raciocinar e para sonhar, luxo bem mais frequente numa vida inteira sem preocupações de dinheiro do que após uma súbita libertação dessas preocupações: os ricos sem experiência de serem ricos podem injectar tormento no luxo.»
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 27Manuel António Pina
Fialho de Almeida morreu a 4 de Março de 1911
Na sua campa está registado o seguinte epitáfio:
Miando pouco, arranhando sempre, e não temendo nunca
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 26
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 21
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 20
"a que gosta de dança", através da junção de terpein (agradar ou deleitar) e khoros (dança).
Devo dizer desde já sem rodeios que vou falar acerca de uma determinada forma de pensar. Uma das coisas mais estranhas e fascinantes desta atividade a que chamamos pensar é o facto de cada um poder inventar, para lá dos seus próprios pensamentos, uma maneira de pensar que seja só sua. Nem é necessária qualquer preocupação sobre se está a pensar mal ou bem - a não ser que se entre num domínio muito especializado, que exija uma forma de pensar muito específica. Na verdade, a única coisa a fazer é mesmo pensar e nada mais.
Ora pensar é, como sabemos, tão natural como respirar - de um modo ou outro, o pensamento está sempre a trabalhar nas nossas cabeças. Por isso, que haverá de excepcional acerca dele? Bom, apesar de todos nós estarmos constantemente a pensar em qualquer coisa, acontece a coisa terrível de uns pensarem mais e outros menos. É que alguns empenham-se nisso de uma forma muito mais activa.
(...)
Ted Hughes. O Fazer da Poesia. Tradução Helder Moura Pereira. Assírio&Alvim, 2002., p. 75