Marit Beer analogue photographer living and working in Berlin/Germany.
コカインの時間を介しての旅です
Marit Beer analogue photographer living and working in Berlin/Germany.
I can't seem to make you mine
« Que diacho, tia Madge. (Que diacho!) Até eu uso palavras fora de prazo. E para onde é que foram todas as sirigaitas e as flausinas?
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 46
«Do que é que estavas à espera, na cidade da Flor Memória?, disse de si para si. E agora oferecem-me a quantidade de cravos rejeitados que eu quiser e talvez nunca saiba por que os rejeitaram. Quem sabe, pensou, sentindo o cansaço a dominá-la e a rebelar-se contra uma confusão estúpida que lhe apanhava a cabeça, se não somos todos uns rejeitados num mundo de rejeição e não sabemos nem sonhamos que ao mesmo tempo há flores escolhidas que brotam num mundo perfeito. Num mundo em que os critérios da perfeição ou se perderam ou são secretos, sentia-se satisfeita, agora, por estar por dois meses na Nova Zelândia, por ser destinatária de cravos rejeitados.»
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 35«BERALDO: Santo Deus, meu irmão, isso são puras ideias com que gostamos de nos alimentar; não é de agora que as ilusões se instalam na vida dos homens, e porque nos afagam, porque gostaríamos que fossem verdade, acabamos por acreditar nelas.»
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 110Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 110
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 109
I lost myself on a cool damp night
''Você nunca será feliz se continuar a procurar aquilo que consiste a felicidade. Você nunca viverá se estiver procurando o sentido da vida. Da mesma forma, as emoções mais férteis serão perdidas para você se insistir em analisá-las. Ouça a minha loucura. ”
Just cryin' all the time
« ARGÃO: Como vos disse, meu coração, e como reconhecimento pelo amor que me dedicais, quero fazer o meu testamento.
BELINA: Ah! Minha doçura, não falemos disso, peço-vos; não poderia suportar tal ideia, estremeço de dor só de ouvir a palavra ''testamento''.
ARGÃO: Tinha-vos dito que falásseis neste assunto ao nosso notário.
BELINA: Está lá dentro, veio comigo de propósito
ARGÃO: Fazei-o entrar, amorzinho.
BELINA: Infelizmente, minha doçura, quando é muito o amor que sentimos por um marido não nos é possível pensar nestas coisas.»
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 53«ARGÃO: Não se deve dizer pentelhices.
TONIETA: Meu Deus, eu conheço-vos, vós sois naturalmente bom.
ARGÃO: (Exaltando-se.) Não sou nada bom, e sou mau quando quero.»
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 49Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 44
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 30
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 28
«Encarcerado na sua própria casa, Argão governa-se a si próprio para governar os outros. Esta será talvez a mais profunda razão da sua aparente resignação. Na verdade, sentir-se superior ao comum dos mortais permite-lhe iludir a morte que tanto teme.»
in Prefácio, Alexandra Moreira da Silva
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 19
«A dependência que criam nos pacientes pode ser analisada como uma verdadeira estratégia de encarceramento e, tal, como acontece com os pobres e marginais da sociedade encerrados no Hospital Geral parisiense, estas estratégias de poder são exercidas sobre os mais fracos e vulneráveis, ou seja, sobre aqueles que rapidamente se tornam vítimas do medo e se sentem paralisados perante a ideia de morte.»
in Prefácio, Alexandra Moreira da Silva
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 16
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014.
Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014.
Alÿs’ poetic performances have much in common with Debord’s notion of psychogeography; described as ‘a compulsive wanderer’, he himself states,
…I spend a lot of time walking around the city… The initial concept for a project often emerges during a walk. As an artist, my position is akin to that of a passer-by constantly trying to situate myself in a moving environment. My work is a succession of notes and guides. The invention of a language goes together with the invention of a city. Each of my interventions is another fragment of the story that I am inventing, of the city that I am mapping.
Francis AlÿsGonçalo M. Tavares
«(...), Mattina conhecia o luxo filosófico de ter tempo para pensar, para observar, para raciocinar e para sonhar, luxo bem mais frequente numa vida inteira sem preocupações de dinheiro do que após uma súbita libertação dessas preocupações: os ricos sem experiência de serem ricos podem injectar tormento no luxo.»
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 27Manuel António Pina
Fialho de Almeida morreu a 4 de Março de 1911
Na sua campa está registado o seguinte epitáfio:
Miando pouco, arranhando sempre, e não temendo nunca
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 26
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 21
Janet Frame. Os Cárpatos no Nosso Jardim. Tradução de António Costa Santos. Editorial Caminho. Lisboa, 2004., p. 20