segunda-feira, 15 de junho de 2015

''CASA POEMA – HOMENAGEM AO POETA RUY CINATTI NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO


No passado dia 8 de Março celebrou-se o centenário do poeta, antropólogo e engenheiro silvicultor Ruy Cinatti, nascido em Londres em 1915, e falecido em Lisboa a de Outubro de 1986.Tendo iniciado os seus estudos no Instituto Militar dos Pupilos do Exército, os quaisprosseguiu no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, onde se licenciou em Agronomia (especializando-se em silvicultura), tendo posteriormente estudado na Universidade de Oxford, onde se doutorouem Antropologia Social.
A sua profissão de agrónomo levou-o a percorrer todos os actuais países africanos de língua portuguesa (sobre os quais e suas poéticas vivências escreveu), havendo estabelecido com Timor-Leste os mais fortes laços, tendo, inclusivamente celebrado um pacto de sangue com o chefe de uma linhagem timorense, tomando, a partir de então, e segundo os costumes e tradições de Timor-Leste, a cidadania timorense.
Para além de milhares de fotos e alguns filmes, Ruy Cinatti é ainda autor dos estudos Motivos Artísticos Timorenses e a sua Integração e Arquitectura Timorense, ambos de 1987.
Ruy Cinatti foi, em 1940, juntamente com Tomaz Kim e José Blanc de Portugal, co-fundador e co-director da 1.ª série de Cadernos de Poesia, na qual se publicaram 5 volumes antológicos, e, entre 1942 e 1944, foi fundador e director da revista Aventura.
Com vasta obra publicada, reunida em Obra Poética, 1992, deixou imensos inéditos. Postumamente, e sob orientação do seu testamenteiro literário, o Padre Peter Stilwell, foram publicados os volumes de poemas Corpo-Alma, 1994; Um Cancioneiro para Timor (poemas e fotografias suas), 1996; Tempo da Cidade, 1996; Archeologia ad UsumAnimae, 2000. Mais recentemente, com selecção e notas de Manuel de Freitas, saíram no final do ano passado e nos começos deste, as antologias Corpo Santo e 73 Poemas.
Certos de que a melhor homenagem que se pode prestar a um Poeta é ler a sua Obra, damos hoje a público sete poemas inéditos de Ruy Cinatti, o poeta nómada cujo trágico destino de Timor-Leste, em 1975, contra o qual lutou com todas as suas forças e desesperada amargura, lhe antecipou a morte.




19/8/83''


(Esta informação encontra-se disponível aqui)
"Daqui a nada saio para almoçar, neste bairro pobre e feio. Não liguem: tudo é feio para mim, hoje. Vagos ruídos de vizinhos, uma ambulância muito ao longe, uma máquina qualquer, não sei onde, a consertar não sei quê. Apetecia-me ser pequeno, apetecia-me sorrir. "

António Lobo Antunes

domingo, 14 de junho de 2015

Nude in Window Light (2011)


«Minha boca, quando beija,
Chama o coração a si.»

Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 43

«E a solidão há-de amar-te»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 43

«Dorme, e que a noite te conte
Ilusões ao coração!»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 43

«Fugir de mim não posso.»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 38
«E saudade de não ter saudade,
Saudade de tempos em que a tinha.»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 38

«Basta viver, / para soluçar/.»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 31

«E os corações ficam tristonhos, tristonhos,
Quando se sentem sentir pensar.»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 31
«Só a mim me foi dado sentir sempre.
E se às vezes pareço indiferente
E em mim mesmo calmo, é apenas
O excesso da dor e do horror
Cuja constante (...) me dói.»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 26

«Mágoas de quem (a) existir se sente,»

Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 25

«Matar-me dentro da alma!»

Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 23
«Pensamento que abre na minha alma
Um poço sem paredes (...)»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 22

«Pode Deus existir mas não ser Deus;»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 22

«Deus existe mas não é Deus»


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 22
29-26        /O pensamento é enterrado vivo
                    No mundo e ali sufoca./
                 
                    Sufoco em pensamento ao existir.


(...)


Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 21

«Tornei a minha alma exterior a mim.»

Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 17

«A minha voz
murmura no mar.»


Ruy Cinatti. Obra Poética. Organização e prefácio de Fernando Pinto do Amaral. Imprensa  Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 1992., p. 253

SURREALISMO POLÍTICO


Teremos, sim, mais ou menos uso,
conforme diz
a constituição
de trinta e três.

Lembraremos, então, uma perdiz
em voo recto
ao horizonte,
enquanto, mão aberta contra a boca,
suspeitarmos
que temos sono,
ou que fazemos parte, por convite
num entremez
de autor anónimo.

Com mais ou menos sorte escaparemos
ao terceiro tiro.

18/10/69



Ruy Cinatti. Obra Poética. Organização e prefácio de Fernando Pinto do Amaral. Imprensa  Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 1992., p. 253

Michael Ackerman, From series Half Life, 2010


«Com anos de pousio, um homem cresce.»



Ruy Cinatti. Obra Poética. Organização e prefácio de Fernando Pinto do Amaral. Imprensa  Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 1992., p. 251
«Eles hão-de voltar
mais experimentados,
com pedras na mão
e falar mais duro.»



Ruy Cinatti. Obra Poética. Organização e prefácio de Fernando Pinto do Amaral. Imprensa  Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 1992., p. 249

formigas-servos

DEPOIS DA QUEDA

«A solidão, enfim, no meu país.
Cada um em casa nobremente
deitando contas...
Serei? Não sou? Fui? Serei ainda?

Alguns não sabem esconder a cabeça.

(...)»




Ruy Cinatti. Obra Poética. Organização e prefácio de Fernando Pinto do Amaral. Imprensa  Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 1992., p. 248

«Toco-me na alma,
que não compreendo.»

Ruy Cinatti. Obra Poética. Organização e prefácio de Fernando Pinto do Amaral. Imprensa  Nacional - Casa da Moeda, Lisboa, 1992., p. 235

sábado, 13 de junho de 2015

"A Verdade é um preconceito, mas todo o conceito é uma verdade possível."


Luís Coelho, Crítica da Razão Espiritual (Dialéctica e Obsessão), Lisboa, Mahatma, 2015, p.104.

sexta-feira, 12 de junho de 2015


«A consciência exala um longo estertor de maldição, pois o véu do seu pudor sofre cruéis rasgões. Humilhação!»

Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 197

«Por consequência, é coisa certa que o meu coração, por essa luta estranha, ergueu muros aos seus desígnios, como um esfomeado que se come a si mesmo.»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 197

«(...), quando travares discussões filosóficas com a agonia à cabeceira da tua cama...»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 190

«Tu consegues aliar o entusiasmo e a frieza interior, observador de humor concentrado como és; enfim, por mim, acho-te perfeito...E tu não me queres compreender!»

Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 186

Amor entre Ruínas

«Um começo tardio.»

 Jessica Medlicottin (actriz Katharine Hepburn) in Amor entre Ruínas (Love among the Ruins), 1975

Amor entre Ruínas


«E o amor arruinado, quando faz crescer um novo, consegue nascer mais forte, muito mais forte e muito maior.»

Sir Arthur Glanville-Jones (actor Laurence Olivier) in Amor entre Ruínas (Love among the Ruins), 1975

quinta-feira, 11 de junho de 2015


«Meditei muito na minha eterna prisão.»

Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 180

«Não era preciso atormentar a cabeça a fabricar adiantadamente as melancólicas pílulas da pidedade;»

Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 176

«as exaltações da cólera e as doenças do orgulho.»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 175

«Quando queria matar, matava; e isso até me acontecia muitas vezes, e ninguém mo impedia.»

Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 173

«Claro que tendes razão para corar, ossos e gordura, mas escutai-me.»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 173

«A metamorfose nunca surgiu a meus olhos senão como a alta e magnânime retumbância de uma felicidade perfeita, que há muito tempo esperava.»



Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 172

«Visto que finjo ignorar que o meu olhar pode causar a morte, (...)»

Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 170

Escalpar


arrancar a pele do crânio a

«(escondes o teu corpo algures, e eu não sou capaz de o encontrar)»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 169


«Não te lançarei aos pés a máscara da virtude, para poder aparecer diante dos teus olhos tal qual sou; porque a verdade é que nunca a usei (se é que isto é uma desculpa); e, se observares os meus traços com atenção, desde os primeiros instantes hás-de reconhecer-me como teu discípulo respeitoso na perversidade, mas não como teu temível rival.»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 168

«Tenho o meu orgulho como qualquer um, e é mais um vício este de o ter talvez mais do que ninguém.»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 169

«mas, há um mas, (...)»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 166

Anders Petersen, From series Close Distance, 2002


ossatura


«O anûs foi interceptado por um caranguejo; animado pela minha inércia, guarda a entrada com as suas tenazes, e faz-me doer muito!»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 164/5

«Uma víbora malvada devorou-me o pénis e pôs-se no seu lugar;»


Conde de LautréamontCantos de Maldoror. Trad. Pedro Tamem. Prefácio Jorge de Sena, 2ª edição, Moraes Editores,Lisboa, 1979, p. 164

quarta-feira, 10 de junho de 2015

"A questão portuguesa não é de se falar ou não falar português. É de ser ou não ser à maneira portuguesa, que é ser variadíssimas coisas ao mesmo tempo, e por vezes coisas que parecem contraditórias, e é a possibilidade de tomar um tema e olhar de várias maneiras, conforme o temperamento da pessoa, a época em que viveram, a linguagem de que usavam, a maneira como se sentiam na vida."

Agostinho da Silva, Entrevista

peixe-serra

*

29-80              O pensar, e o pensar sempre
                           Dá-me uma forma íntima e (...)
                           De sentir, que me torna desumano.
                           Já irmanar não posso o sentimento
                           Com o sentimento doutros, misantropo
                           Inevitavelmente e em minha essência.

                           Toda a alegria me gela, me faz ódio,
                           Toda a tristeza alheia me aborrece,
                           Absorto eu na minha, maior muito
                           Que outras. E a alegria faz-me odiar
                           E, conquanto o não queira assim sentir,
                           Sinto em mim que a minha alma não tolera
                           Que seja alguém do que ela mais feliz.
                           O rir insulta-me por existir,
                           Que eu sinto que não quero que alguém ria
                           Enquanto eu não poder! Se acaso tenho
                           Sentir, querer, só quero incoerências
                           De indefinida aspiração imensa,
                           Que mesmo no seu sonho é desmedida.
                           E às vezes com pensar sinto crescer
                           Em mim loucuras de (...)
                           E impulsos que me transem de terror
                           Mais são apenas              (...)         e passam.
                           Mais de sempre é em mim (quando não penso
                           E estou no pensamento obscurecido)
                           Uma vaga e (...) aspiração
                           Quiescente, febril e dolorosa
                           Nascida do                    (...)    pensamento
                          E acompanhando-o comovidamente
                          Nas inércias obscuras do meu ser.



Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 13

«Só o vazio lugar do pensamento...»

Fernando Pessoa. Fausto -Tragégia Subjectiva. Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio por Eduardo Lourenço. Editorial Presença., p. 10

«SOREN

Não vamos insultar-nos.

D. JOÃO

Tenho o sangue quente.»


Agustina Bessa-LuísEstados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard. Guimarães Editores, 1992., p. 86

«LUÍSA

  Quando te ouço, Soren, sinto verdadeiro prazer. Mas quando me afasto de ti, sinto que fui enganada.»


Agustina Bessa-LuísEstados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard. Guimarães Editores, 1992., p. 84

«SOREN

  Eros foi o deus do amor, mas não era amado. Regina não me ama. Aproveita-se de mim para amar.(...)»


Agustina Bessa-LuísEstados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard. Guimarães Editores, 1992., p. 60


«A TIA

  As pessoas não querem pensar gravemente nas coisas graves. A angústia tem cem maneiras de escapar. Cem maneiras é pouco, muito pouco. O seu pai matou a mulher para casar com a mãe, que estava grávida de cinco meses. A sua mãe, criada e amante dele, foi quem enrolou um lenço no pescoço da senhora para não se verem as manchas roxas. O senhor, Soren, é filho dum assassino. É por isso que não quer casar, que não quer ter filos. O sangue pede mais sangue; é a lei. Não olhe para mim dessa maneira, Soren.»

Agustina Bessa-LuísEstados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard. Guimarães Editores, 1992., p. 58

SOREN

  A profundidade da sua intuição corrige os erros da minha inteligência.


Agustina Bessa-LuísEstados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard. Guimarães Editores, 1992., p. 58

«Se tivéssemos a certeza de que a eternidade existia, ela tornava-se logo numa estação balnear e mais nada.»


Agustina Bessa-LuísEstados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard. Guimarães Editores, 1992., p. 58

« SOREN

  Um filósofo é sempre um canalha, com a agravante de ser mais do que isso: de ser uma pessoa grave. Eu pouco entendo de gravidade; sou um homem de espírito.

A TIA

   A certeza é uma coisa grave.

SOREN

A intimidade também. Por isso não aspiro à intimidade com ninguém.»


Agustina Bessa-LuísEstados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard. Guimarães Editores, 1992., p. 57
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