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domingo, 5 de abril de 2026

 « Vou deter-me aqui. Na ilusão de que é isso que vejo
(e, na verdade, vi, um instante, ao chegar)
e não também aqui as minhas fantasias,
minhas recordações, imagens do prazer.»

Konstantinos Kaváfis. 145 Poemas. Tradução Manuel Resende. FLOP, Outubro, 2017., p. 83
 «É um velho. Exausto e derrotado,
arruinado pela idade e os excessos,
a passo lento segue pelo beco.
Mas ao entrar em casa pra esconder
a miséria e a velhice, põe-se a meditar
no quinhão que inda tem por entre a gente nova.»

Konstantinos Kaváfis. 145 Poemas. Tradução Manuel Resende. FLOP, Outubro, 2017., p. 79
 «Disso não verás nunca no caminho,
Se o teu pensar guardares alto,»

Konstantinos Kaváfis. 145 Poemas. Tradução Manuel Resende. FLOP, Outubro, 2017., p. 35
  (...) 
«numa bandeja ensanguentada,
a cabeça do mísero Pompeu.»

Konstantinos Kaváfis. 145 Poemas. Tradução Manuel Resende. FLOP, Outubro, 2017., p. 31

domingo, 22 de março de 2026

 ...

As mães dormem 
de olhos abertos 
caçam à dentada
os medos dos filhos

Cláudia Lucas Chéu


sábado, 17 de janeiro de 2026

 aqueles que têm nome e nos telefonam 
um dia emagrecem — partem 
deixam­‑nos dobrados ao abandono 
no interior duma dor inútil muda 
voraz

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

 As mães dobram as rendas e os lenços
Abrem gavetas, penduram pássaros nas janelas


Poetisa Maria Sarmento

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

 «Algo deve haver - 
ou alguém que louve
a tua timidez ganhadora,»

Robert Lowell

 «Pobre rapaz rico,
foste adulto antes do tempo
no modo como vivias a tua vida,
e aos quarenta e cinco morreste.»

Robert Lowell

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Yes I said my name is Lee



''Yes I said my name is Lee
I murdered little Sadie in a first degree''


Little Sadie



terça-feira, 8 de julho de 2025

 « de marinheiros que apodrecem como fantasmas
comidos pelas marés mais vorazes
podiam lembrar-se de muitas. Que eles sejam vossos hóspedes

e vos levem até onde jazem os barcos esquecidos
com os peixes nadando entre os altos mastros -
tudo isto se vê dentro de um olho agredido pelo sol.»


Keith Douglas

terça-feira, 4 de março de 2025

PODERIA FALAR-TE DO AMOR, ESSA COISA

«Poderia falar-te do amor, essa coisa
cinzenta e tenebrosa que faz sorrir
as criancinhas - mas não,
prefiro falar-te dum campo com erva
verde, muita erva muito
verde e com árvores
azuis onde à noite vai morrer

o vento. (...)»

Adolfo Luxúria Canibal. No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018). Porto Editora, 2019., p. 53

 Assim as lágrimas que aos nossos olhos aflorarem

                                                                                 feridas; 

Adolfo Luxúria Canibal. No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018). Porto Editora, 2019., p. 42

É TÃO CURTA A VIDA, MEU AMOR

 é tão curta a vida, meu amor
e tão infinita a morte,

Adolfo Luxúria Canibal. No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018). Porto Editora, 2019., p. 33

              e seios e braços e mãos e ventre e ancas

              e vulva e rabo e coxas e pés e sexo e tudo

                                                                             mas  tudo

                                                                                             BELO

No fim, virão os bichos

                                     lagartos

                                                     comer-nos!...

Adolfo Luxúria Canibal. No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018). Porto Editora, 2019., p. 31
 Ama-me
Inflama-me este sofrer
Que provoca tão estranho prazer 

Adolfo Luxúria Canibal. No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018). Porto Editora, 2019., p. 28

 Eu sou irmão da solidão

                  e com ela mantenho incestuosa relação.


Adolfo Luxúria Canibal. No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018). Porto Editora, 2019., p. 18

 Teu rosto.

Uma tintura de fogo

Na planície dos dedos.


Hilda Hilst, excerto, in Cantares

domingo, 2 de março de 2025

 «Bebo-te toda assim, bruta, como em sonhos
           e deixo-me levar/vagar por ti
           feito sonâmbulo»

Adolfo Luxúria Canibal. No rasto dos duendes eléctricos (Poesia 1978-2018). Porto Editora, 2019., p. 16

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

 Sou dependente dos livros

sem eles posso morrer

perco-me de tão perdida se proibida de ler


Maria Teresa HortaEu Sou a Minha Poesia. Antologia Pessoal. Publicações Dom Quixote, 2019., p. 244
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