segunda-feira, 27 de outubro de 2025
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
«Vence-me, noite, se és capaz...»
Lídia Jorge. Misericórdia. Publicações D. Quixote. 11ª edição, 2022, p. 13
''Não, a pátria não está acima de tudo.''
“Uma Longa Viagem com José Saramago”, de João Céu e Silva (ed. Porto Editora, 2009)
terça-feira, 21 de outubro de 2025
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Vaiapraia - Ulucrudador
O tímpano em estilhaço
O corpo sem espaço
O espaço do tempo
A cambalhota da palavra
A fúria da greve
Derrete essa paragem
Resta a fome felina
Feita à tua imagem
O inflacionar da inflamação
O lucro da dor em expansão
O x-acto lamina, a tesoura recorta
O tempo fulmina a memória torta
Ecos a rugir, boom, chinfrim
Eu não te consigo ouvir, nem tu a mim
O teu maior sucesso
Foi quem te foi algemar
O teu crânio amassado
Não te deixa imaginar
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Vaiapraia
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Vaiapraia
Sei pra onde quero ir
Sei lá pra onde é que vou
Não me obrigues a dizеr
Quem é que eu sou
Não mе obrigues a dizer quem é que eu sou!
Zeros à direita furam o asfalto
É o dinheiro, é o dinheiro
A falar mais alto
É o dinheiro, é o dinheiro
A falar mais alto
Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Quem é que eu sou
(não me obrigues a dizer)
Quem é que eu sou
(não me obrigues a dizer)
Quem é que eu sou
(não me obrigues a dizer)
Quem é que eu sou
Quem é que eu…
Quem é que eu…
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser, quero ser
Quero ser, quero ser
Quero ser, quero ser
Quero ser, quero ser
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Furo nos cornos, lá o dinheiro
Producers
Rodrigo Vaiapraia, Katie O’Neill, Filipe Sambado, canalzero, chica (PRT), April Marmara & Ana Farinha
Writer: Rodrigo Vaiapraia
Released on
May 23, 2025
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
A far l’amore comincia tu
Tu tens orgulho na tua ignorância,
eu tenho pudor nas minhas vitórias,
as pessoas são feitas de contradições
são feitas de vários corações,
os corações são amáveis
e na mesma medida inflamáveis,
por isso plantei uma tamareira
a árvore que mais tempo demora a dar frutos,
frutos para o futuro que vejo a arder, por isso,
e porque cortaram os choupos que me viram crescer
ou porque só sei escrever na fronteira da ferida
ou porque não fiz um filho
ou porque como com os olhos e canto com o corpo
ou porque te queria comer e cantar
ou ou ou... ou ou ou... e quase canto,
mas atravessa-se a vidinha
que reduz a vida a esta lamentável falta de tesão,
estamos tão cansados, tão consumidos,
tão consumidores, tão cegos
como toupeiras de nariz de estrela
ou pior, estranhos frutos, como animais de pecuária
olhos que nunca viram a luz do sol, estranhos astronautas,
patas que nunca tocaram o chão
e tento levantar-me do chão,
leio Camões, leio Drummond, leio O’Neill,
voltamos sempre ao primeiro amor,
sinto uma ferida que dói e não se sente,
sinto um contentamento descontente,
sinto uma dor que desatina sem dor,
mas não sinto amor
não se transforma o amador na cousa amada
tenho duas mãos e o todo o sentimento do mundo,
mas não sinto amor,
há homens que me acamam e que eu acamo,
mas não sinto amor.
terça-feira, 14 de outubro de 2025
«Dentro de poucos dias, vou almoçar com senhoras - apenas senhoras. Serei a única senhora do meu sexo presente no repasto, e vou vestir esta toga e ofuscá-las a todas.»
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 60''Nasci para ser selvagem.''
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 60
''imorredouro de casmurrice''
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 50
''bexiga de peixe''
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 50
''reparos cáusticos''
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 46
Nunca mais estarei tão morto como naquele momento.
«Quando me sentei, o meu coração havia muito cessara de bater. Nunca mais estarei tão morto como naquele momento. Nunca mais me sentirei tão desgraçado como naquele momento.»
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 45
domingo, 12 de outubro de 2025
''É sobre gente que acumula erros.''
László Krasznahorkai
“Uma manhã de finais de Outubro, pouco antes de as primeiras bátegas das intermináveis e impiedosas chuvas de Outono começarem cair no solo gretado e salino, a oeste da exploração (procedendo o mar de lama pútrida que tornaria intransitáveis os caminhos vicinais e deixaria inacessível também a cidade até às primeiras geadas), Futaki acordou ao toque dos sinos.”quando tiveres recebido o último aplauso
"Quando o primeiro dos nossos pais morre, termina a infância"
Not Wanted, 1949 (FILM)
Filme de drama americano de 1949
Elmer Clifton e Ida Lupino
''After a beautiful but unsophisticated girl is seduced by a worldly piano player and gives up her out-of-wedlock baby, her guilt compels her to kidnap another child.''
Moralidade
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
"Não sei o dia em que nasci. Nem eu, nem ninguém na minha família. Ligaram tão pouca importância ao meu nascimento, era uma família tão grande, que não sabem. Uns diziam que nasci no dia 1 de Julho, outros no dia 12, outros a 4 ou a 14. A minha avô dizia que eu tinha nascido no tempo das cerejas, que vai de Maio a Julho. Então eu escolhi o dia 1 de Julho para fazer anos. Mais tarde, quando tive de tirar papéis para fazer exame, vinha 23 de Julho. Resolvi guardar as duas datas, porque assim sempre podia fazer duas festas de anos"
Amália, Uma Biografia - Vitor Pavão dos Santos, 1987."Se não fosse eu ter tanta força dentro de mim, cheirar com o meu nariz, olhar com os meus olhos, ouvir com os meus ouvidos, se não fosse ter o meu critério tão forte, tinha passado a vida a ceder às pessoas. Isto não, isto é que é, não cante isto, cante aquilo. Mas eu nunca lhes fiz a vontade. Fiz sempre a minha. E foi a única maneira de fazer a vontade a toda a gente. Sempre fui honesta comigo mesma e isso chegou até às outras pessoas."
Amália uma Biografia, de Vítor Pavão dos Santos, 1987domingo, 5 de outubro de 2025
De amor nada mais resta que um Outubro
Resistência
De Maria Teresa HortaNinguém me castra a poesia
se debruça e me põe vendas
censura aquilo que escrevo
nem me assombra os poemas
Ninguém me apaga os versos
nem amordaça as palavras
na invenção de voar
por entre o sonho e as letras
Ninguém me cala na sombra
deitando fogo aos meus livros
me ameaça no medo
ou me destrói e algema
Ninguém me aquieta a escrita
na criação de si mesma
A musa não é uma assassina.
que dentro de mim se inventa
*
Maria Teresa Horta, in POESIA - Publicações Dom Quixote
Lisboa 2017
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Amanheci em cólera.
Janis Ian - Stars (live 1974)
what I really feel
Except tonight, I'm bringing
everything I know that's real
They come fast or slow
They go like the last light
of the sun, all in a blaze
and all you see is glory
But it gets lonely there
when there's no one here to share
We can shake it away
if you'll hear a story
Like athletes in a game
we break our collarbones
and come up swinging
Some of us are downed
Some of us are crowned
and some are lost
and never found
But most have seen it all
They live their lives in
sad cafes and music halls
They always have a story
before the world has
done its dirty job
and later on, someone will say
"You've had your day
You must make way"
But they'll never know the pain
of living with a name you never owned
or the many years forgetting
what you know too well
have been let down
You try to make amends
without defending
you never saw the eyes
of grown men of twenty five
that followed as you walked
and asked for autographs
or kissed you on the cheek
and you never could believe
they really loved you
(Perhaps they have a soul
they're not afraid to bare
Or perhaps there's nothing there)
men will want to see,
so they put it on display
Some people play a fine guitar
I could listen to them
play all day
Some ladies really
move across a stage
and gee, they sure can dance
I guess I could learn how
if I have it half a chance
when my body tries to soar
and I seem to always worry
about missing the next chord
to put up on display
except the tunes
and whatever else I say
Anyway, that isn't really
what I meant to say
I meant to tell a story
I live from day to day
They come fast or slow
They go like the last light
of the sun, all in a blaze
and all you see is glory
But those who've seen it all
they live their lives
in sad cafes and music halls
we always have a story
with my fumbling around,
I'll come up singing for you
even when I'm down
QUANDO O HOMEM ENTRA NA MULHER
entra na mulher,
como as ondas roem a costa,
uma e outra vez,
e a mulher abre a boca de prazer
e os seus dentes cintilam
como o alfabeto,
o Logos aparece a ordenhar uma estrela,
e o homem
dentro da mulher
dá um nó
para que nunca mais
se separem
e a mulher
sobre a uma flor
e engole o caule
e o Logos aparece
e descarrega os seus rios
Vasco Gato
O Anti-Fado
Perante as grandes verdades



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