Inflama-me este sofrer
Que provoca tão estranho prazer
コカインの時間を介しての旅です
Eu sou irmão da solidão
e com ela mantenho incestuosa relação.
Sangue no asfalto
Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 11
« Se, naquela noite, tivesse consultado as Efemérides para saber o que se passava no céu, não teria mesmo ido para a cama. Mas, em vez disso, caí num sono profundo, com a ajuda de um chá de lúpulo, que acompanhei com dois comprimidos de valeriana. »
Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 5Sylvia Plath. A Campânula de Vidro. Relógio D'Água. Tradução e Posfácio de Mário Avelar, 2016., p. 12
nobody can save you but
“Believe me, if you’ve been shut up for a year and a half, it can get to be too much for you sometimes. But feelings can’t be ignored, no matter how unjust or ungrateful they seem. I long to ride a bike, dance, whistle, look at the world, feel young and know that I’m free, and yet I can’t let it show.”
Anne Frank in her diary December 24, 1943
"Há um tipo de tristeza que vem de saber demais, de ver o mundo como ele realmente é. É a tristeza de entender que a vida não é uma grande aventura, mas uma série de pequenos momentos insignificantes, que o amor não é um conto de fadas, mas uma emoção frágil e passageira, que a felicidade não é um estado permanente, mas um vislumbre raro e fugaz de algo que nunca poderemos segurar em cima. E nesse entendimento, há uma profunda solidão, um sentimento de ser separado do mundo, das outras pessoas, de si mesmo. "
ANTÓNIO RAMOS ROSA
“After you died I could not hold a funeral,
"Depois que você morreu, eu não pude realizar um funeral,E assim a minha vida tornou-se num funeral. ”Depois que você morreu, eu não consegui realizar um funeral.Então estes olhos que um dia te viram tornaram-se um santuário.Estes ouvidos que um dia ouviram a tua voz tornaram-se um santuário.― Han Kang, Atos Humanos
Alves Redol. Fanga. 12ª edição. Editorial Caminho, 1995., p. 66
''Le 8 septembre 1985, l’artiste d’origine cubaine chute de la fenêtre du 34ème étage de l’appartement new-yorkais qu’elle partageait avec son mari, l’artiste Carl André. Lui seul était présent lors des événements. Dès lors, le récit s’appuie sur son appel au 911 :
Ma femme est une artiste et je suis un artiste, et nous avons eu une querelle sur le fait que j’étais, eh, plus exposé au public qu’elle ne l’était. Elle s’est rendue dans la chambre, je l’ai suivie et elle s’est jetée par la fenêtre[8].
Lorsque les policiers arrivent sur les lieux, la chambre du couple est en désordre et ils remarquent des traces de griffures sur le nez et les bras d’André. Il est inculpé pour meurtre (O’Hagan, 2013). Après trois années de procès, l’artiste est acquitté par manque de preuves.''
Ana Mendieta: la violence, le choc, la mort | Esthétique du choc
"A minha voz é feminina, a minha escrita é de mulher."
Maria José Oliveira, Aventuroso, livro de artista, in Manual de Instruções, Tubolagem, Maria José Oliveira, Lisboa: Galeria Graça Brandão, 2024.
Maria Velho da Costa,1977 , Casas Pardas, obra-prima de filigrana intertextual
'' Suster como a branda cabeleira das árvores ferradas à terra sustêm a seiva e a aragem. Suster o desejo do par. Pelos caminhos menos retos prosseguirá a errância sem enlace aparente. Sobre o rastro vêm inscrever-se os mais antigos sinais de toda a trama e a perseguição. Eles derivam sobre o trilho esquivo da promessa impraticável, absortos como os deuses numa esperança mortal. Na provação sem palavras, indesistentes, eles são criados homem e mulher; silentes sob a garra e larguíssimo voo das grandes aves, do costume que agoniza, da lenda tão antiga de uma reparação que sangre. Contemplai como é povoado de trilos simples e cristais da memória dos povos o deserto do amor crescente, a travessia da culpa repartida, desigual. ''
“talvez o filme seja muito marcado pela nostalgia do velho sonho arcádico de uma perdida idade do ouro”.
1978, João César Monteiro