que vejo e percorro: ano após ano.
Criei-te de alegrias e tristezas:
de tantas circunstâncias, tantas coisas.
E já não és senão como te sinto.
(1929)
constantino cavafy
90 e mais poemas
trad Jorge de Sena
edições asa
2003
コカインの時間を介しての旅です
Nunca vivi no campo. Como outros, nem sequer a planície visitei, a não ser por curtos períodos de tempo. Não obstante escrevi um poema sobre o campo e dei-lhe aquilo que os meus versos lhe devem. Esse poema pouco vale. Nada existe menos sincero do que ele; uma total mentira.
Muitas vezes verifiquei que os homens dão pouca importância às palavras. Vou explicar-me. Uma pessoa banal (com banal não quero eu dizer que seja tola, apenas alguém que não é relevante) tem uma ideia qualquer que é de censura a uma instituição ou a uma opinião generalizada; sabe que a grande maioria pensa o contrário e por tal razão cala-se, pensa que não lhe convém falar e argumenta que a discussão não altera nada. É um grande erro. Eu actuo de outra maneira. Censuro, por exemplo, a pena de morte. Quando a ocasião se proporciona declaro-o, não porque esteja convencido de que os Estados vão fazer a sua abolição no dia seguinte, mas por estar convencido de que vou contribuir para o triunfo da minha opinião. É indiferente que ninguém esteja de acordo. As minhas palavras não caem em saco roto. Talvez alguém chegue a repeti-las, e possam ir ter a ouvidos que as oiçam e apoiem. Pode ser que alguém, entre os que não concordam agora, no futuro vá recordá-las em circunstância favorável e, havendo o concurso de outras circunstâncias, se convença ou ponha em dúvida a sua convicção, que lhe é contrária. E o mesmo se passa com outros problemas sociais, e outras coisas em que é sobretudo necessário haver Acção. Reconheço que sou um cobarde e não posso actuar. Limito-me, por isso, a falar. Embora não acredite que as minhas palavras sejam supérfluas. Outro existirá que vai actuar. E as minhas palavras – palavras de um cobarde – vão facilitar-lhe a actuação. Prepara-lhe o terreno.
A noite não quer vir
para que tu não venhas,O homem que fugiu
fugiu da leiLídia Jorge. Misericórdia. Publicações D. Quixote. 11ª edição, 2022, p. 13
“Uma Longa Viagem com José Saramago”, de João Céu e Silva (ed. Porto Editora, 2009)
O tímpano em estilhaço
O corpo sem espaço
O espaço do tempo
A cambalhota da palavra
A fúria da greve
Derrete essa paragem
Resta a fome felina
Feita à tua imagem
O inflacionar da inflamação
O lucro da dor em expansão
O x-acto lamina, a tesoura recorta
O tempo fulmina a memória torta
Ecos a rugir, boom, chinfrim
Eu não te consigo ouvir, nem tu a mim
O teu maior sucesso
Foi quem te foi algemar
O teu crânio amassado
Não te deixa imaginar
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É o dinheiro, é o dinheiro
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É o dinheiro, é o dinheiro
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Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Não te consigo ouvir
(não me consegues ouvir)
Quem é que eu sou
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(não me obrigues a dizer)
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Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
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Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser, quero ser
Quero ser, quero ser
Quero ser, quero ser
Quero ser, quero ser
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Faz-me um furo nos cornos e põe lá o dinheiro
Quero ser um porquinho mealheiro
Furo nos cornos, lá o dinheiro
Producers
Rodrigo Vaiapraia, Katie O’Neill, Filipe Sambado, canalzero, chica (PRT), April Marmara & Ana Farinha
Writer: Rodrigo Vaiapraia
Released on
May 23, 2025
A far l’amore comincia tu
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Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 60Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 60
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 50
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 50
Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 46
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Discursos de Mark Twain. Coleção de Ricardo Araújo Pereira. Tradução e notas de Paulo Faria. Edições Tinta da China, Lisboa, 2019., p. 45
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