''(...)veremos quanto tempo dura esta gritaria da direita fascista e da direita embeiçada pelo fascismo.''
Vicente Alves do Ó, cineasta português
コカインの時間を介しての旅です
''(...)veremos quanto tempo dura esta gritaria da direita fascista e da direita embeiçada pelo fascismo.''
Vicente Alves do Ó, cineasta português
''Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim.''
«Lia e não era capaz de parar. E creio que aconteceu comigo aquilo que o Autor desejava - tudo o que li infiltrou-se nos meus sonhos, e toda a Noite tive visões.»
Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 143Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 143
« A Primavera é só um breve interlúdio, atrás da qual marcha um poderoso exército de morte que já cerca os muros da cidade. Vivemos sitiados. Se observássemos de perto cada um dos fragmentos de um instante, poderíamos sufocar de pavor. Nos nossos corpos, avança imparável a decomposição e, em breve, adoeceremos e morreremos. Partem os nossos entes queridos, a sua memória esvanece-se no burburinho e, por fim, nada fica. Somente no guarda-fatos resta alguma roupa e, numa fotografia, permanece alguém que já ninguém reconhece. As recordações mais valiosas esfumam-se. Tudo mergulha na Escuridão e desaparece.»
Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 134Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 130
« Também ouvi dizer que às vezes se enganam e trazem para o ninho beatas acesas, e assim se tornam incendiárias do edifício onde construíram o ninho.»
Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 109Olga Tokarczuk. Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos. Tradução do polaco Teresa Fernandes Swiatkiewicz. Edição Cavalo de Ferro. 1ª Edição, 2019., p. 108
''Sobretudo, não queria que o seu pai, o médico Jorge Horta, decidisse por si.
Pois, na realidade o que eu não queria mesmo era ser exatamente como as mulheres da minha família… Casavam-se, eram criadas naquela educação de acordo com a qual as mulheres tinham o dever de obedecer. Ser mãe e ser mulher, ou melhor, ser esposa (como eles diziam), eram os papéis principais. E depois, muitas outras coisas por aí adiante, menos… ser escritora. Ser escritora dava muito mau aspeto, não era bem visto. (Maria Teresa Horta)''
Entrevista Revista Visão
https://visao.pt/atualidade/sociedade/2025-02-04-maria-teresa-horta-queria-sempre-qualquer-coisa-que-nao-devia-querer/
''Fui um problema para a minha família desde muito cedo: eu era sempre qualquer coisa que não devia ser, queria sempre qualquer coisa que não devia querer.''
Maria Teresa Horta
Entrevista, Revista Visão
https://visao.pt/atualidade/sociedade/2025-02-04-maria-teresa-horta-queria-sempre-qualquer-coisa-que-nao-devia-querer/
Desassossego a paixão
espaço aberto nos meus braços
Insubordino o amor
desobedeço e desfaço
Desacerto o meu limite
incendeio o tempo todo
Vou traçando o feminino
tomo rasgo e desatino
Contrario o meu destino
digo oposto do que ouço
Evito o que me ensinaram
invento troco disponho
Recuso ser meu avesso
matando aquilo que sonho
Salto ao eixo da quimera
saio voando no gosto
Sou bruxa
Sou feiticeira
Sou poetisa e desato
Escrevo
e cuspo na fogueira
in Inquietude, 2006
Corações de azeite
Sylvia Plath. A Campânula de Vidro. Relógio D'Água. Tradução e Posfácio de Mário Avelar, 2016., p. 101
Sylvia Plath. A Campânula de Vidro. Relógio D'Água. Tradução e Posfácio de Mário Avelar, 2016., p. 88
"PORTUGUÊS" É O ÚNICO IDIOMA EM QUE SE PODE ESCREVER UM TEXTO SÓ COM A LETRA "P".
https://anarrativa.com/uma-azeitona-bordada-em-azul
Os cuidadores também se abatem.
''Há, nos usos contemporâneos da linguagem e da convivência, uma forma subtil e quase sempre inconsciente de violência simbólica que se manifesta sob o véu da ternura. Refiro-me à tendência, cada vez mais disseminada, de tratar os mais velhos como criaturas enternecedoras, inofensivas, quase infantis, como se a passagem do tempo operasse não o amadurecimento do sujeito, mas a sua redução a um ser amorfo, simpático e passivo, indigno de plena agência.
sociedade fictícia caracterizada por condições de vida extremamente negativas (alienantes, totalitárias, etc.), geralmente situada num tempo futuro e concebida com o objetivo de advertir contra os perigos de determinada utopia ou para criticar a ordem social e/ou política existente no momento da sua criação