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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Não posso suportar o que vos dá prazer;
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 103
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 103
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domingo, 28 de agosto de 2011
ALCESTE
Senhora, desejais que fale abertamente?Com vosso proceder ando descontente:
Enche meu coração de muito mau humor
E sinto que a ruptura a nós se vai impor;
Enganava-vos, sim, fosse outro o meu dizer,
Decerto cedo ou tarde havemos de romper,
E o contrário, por mais que andasse a prometê-lo,
Me veria eu depois sem meios de fazê-lo.
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 73
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
ALCESTE
Tenho o defeito
De mais sincero ser do que faria jeito.
ORONTE
Mas é isso o que peço; e fora descontente,
Se, expondo-me a vós, assim abertamente,
Vós me fosseis trair e algo dissimular.
ALCESTE
Pois assim o quereis, Senhor, vou aceitar.
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 51
Tenho o defeito
De mais sincero ser do que faria jeito.
ORONTE
Mas é isso o que peço; e fora descontente,
Se, expondo-me a vós, assim abertamente,
Vós me fosseis trair e algo dissimular.
ALCESTE
Pois assim o quereis, Senhor, vou aceitar.
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 51
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ALCESTE
Tocado o coração, quer tudo do seu lado;
E eu só venho aqui a fim de lhe dizer
Tudo o que esta paixão em mim está a fazer.
(....)
Cada dia a razão, bem sei, mo vem propor;
Mas a razão não é o que governa o amor.
Mas a razão não é o que governa o amor.
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 43
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ALCESTE
Não. Da jovem viúva a quem eu sinto amar,
Aos defeitos que tem, olhos não vou fechar.
E sou, por muito que ela em mim acenda o fogo,
O primeiro que os vê e que os condena logo.
Mas tenho um fraco, sim, faça eu o que fizer,
Tem artes de agradar-me, admito, essa mulher:
Por mais que seus senões eu veja e lhos aponte,
Ela se faz amar, maugrado os que eu lhe conte;
Mais forte é a sua graça e a minha chama mais
Lhe há-de purgar a alma dos vícios actuais.
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 41
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Nninguém me pode ver, como vós, cheio de ira.
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 31
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O Misantropo
«Louis Jouvet resumiu assim O Misantropo: «É a comédia de um homem que quer ter uma conversa decisiva com a mulher que ama e que, até ao fim do dia, não consegue fazê-lo».
O homem é Alceste, o misantropo, ou, como o esquecido subtítulo da peça indica, o «atrabiliário amoroso». Opõe-se à sociedade do seu tempo pela sua exigência de rigor, franqueza e sinceridade totais nos comportamentos, rejeitando qualquer espécie de convenção hipócrita nas relações entre as pessoas. Essa exigência ética fá-lo sossobrar num pessimismo irremediável e numa crescente recusa de contactos com o género humano, a ponto de pôr em questão as suas próprias amizades. A peça que, logo desde a primeira cena, nos apresenta o protagonista, começa, exactamente, por uma acalorada discussão entre Alceste e o seu amigo Filinto, acomodatício e sensato, sobre este tópico.»
Vasco Graça Moura
Molière. O Misantropo. Vasco Graça Moura e Bertrand Editora, Lisboa, 2007., p. 7
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