Escritora Lídia Jorge
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Augusto Cabrita, Fotografia (1950-1991)
ANTOLOGIA FOTOGRÁFICA DE UM DOS GRANDES FOTÓGRAFOS PORTUGUESES DO SÉCULO XX
«O legado de Augusto Cabrita é de sobremaneira singular. Nenhum outro autor português do século XX desenvolveu atividade simultânea na fotografia, no cinema e na televisão com conjunta qualidade e profusão. Este livro de fotografia reflete o seu elevado sentido estético, a sua mundividência e cultura visual.»
— Augusto António Cabrita, coordenador editorial
«Escrever sobre Augusto Cabrita significa ensaiar uma aproximação a um dos nomes centrais da fotografia portuguesa do século XX, mas também a um autor cuja obra transcende as fronteiras do fotojornalismo, da fotografia documental ou do registo fragmentário do efémero. Cabrita afirma‑se não apenas como um repórter atento, mas como um artífice do olhar, capaz de fazer emergir, de pessoas, lugares e acontecimentos, algo mais do que a sua superfície visível. A sua fotografia declara‑se, assim, como lugar de convergência entre documento e expressão estética, entre testemunho e invenção poética.»
— David Santos, Prefácio
Texto: David Santos, Augusto António Cabrita
Coordenador editorial: Augusto António Cabrita
https://tintadachina.pt/produto/augusto-cabrita/
''A escrita é um gesto registado. Como tal, é identitária, porque reconhecemos o gesto.''
Escrever à Mão de Alexandre Castro Caldas (Neurologista)
A CANÇÃO DAS RENDILHEIRAS
Título original: CANÇÃO DAS RENDILHEIRAS DE VILA DO CONDE
Música: Carlos Alberto Leal (1905-1960)
Letra: Artur da Cunha Araújo (1883-?)
Música: Carlos Alberto Leal (1905-1960)
Letra: Artur da Cunha Araújo (1883-?)
Incipit: Rendilheiras que teceis
Origem: Portugal/Porto (?)
Data: ca. 1928
Rendilheiras que teceis
As finas rendas à mão, [as lindas]
Eu dou-vos, se vós quereis,
Pra almofada o coração.
Refrão
Ó vem à janela
Como a noite é bela, [que]
Vem ver o luar;
Linda rendilheira
Deixa a travesseira,
Vem-me ouvir cantar.
Quem me dera, rendilheira,
Ser essa tua almofada
E passar a vida inteira
Em teu regaço, deitada.
Refrão
Ó vem à janela…etc.
Origem: Portugal/Porto (?)
Data: ca. 1928
Rendilheiras que teceis
As finas rendas à mão, [as lindas]
Eu dou-vos, se vós quereis,
Pra almofada o coração.
Refrão
Ó vem à janela
Como a noite é bela, [que]
Vem ver o luar;
Linda rendilheira
Deixa a travesseira,
Vem-me ouvir cantar.
Quem me dera, rendilheira,
Ser essa tua almofada
E passar a vida inteira
Em teu regaço, deitada.
Refrão
Ó vem à janela…etc.
Freiras de Santa Clara,
Lindas monjas feiticeiras
Há restos da vossa graça
Na boca das rendilheiras.
Refrão
Ó vem à janela… etc.
Fonte: ver aqui.
domingo, 1 de novembro de 2026
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