terça-feira, 7 de maio de 2019

''humana morte''

egóico

Carlos Ferreiro e Luís Miguel Cintra em Quem Espera por Sapatos de Defunto..

metamorfose ensimesmada''

melancolia niilista

«há certas expedições na vida que já não permitem o regresso.»

''tempo estético Kierkegaardiano''

''ansiedade edipiana''


''brilhantismo frívolo''

''amoralidade''

«Os deuses tornaram-se doenças.»

''salazarenta periferia nacional''

mundanismo

pécora

pé.co.ra
ˈpɛkurɐ
nome feminino
1.
cabeça de gado
2.
pejorativo, coloquial mulher de  notaprostituta
3.
regionalismo pejorativo rapariga leviana

poeticidade

Em O Terror e a Miséria no III Reich, em 1974. Luís Miguel Cintra


´´teatro-dentro-do-teatro''

trans-histórico

''produção dramatúrgica nataliana''

«A tragédia de D. João está no supremo poder
de seduzir, de que ele próprio foi a maior vítima.
Em nenhum amor matou a sede.
De mulher em mulher, com outros d'ideia em
ideia, ele era, essencialmente, um homem bêbado
de Deus como Espinosa.»

António Patrício, Serão Inquieto

fragilidade democrática

“Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual” 

( Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa).
Fotografia Paulo Pimenta
''A fragilidade das democracias aumenta à medida em que o poder económico, social e a riqueza fica cada vez mais concentrado, enfraquecendo a mobilidade e a inclusão social e hipotecando o futuro das próprias democracias.''

segunda-feira, 6 de maio de 2019

«Sempre me revoltei perante as normas instituídas. A sociedade cobriu o meu corpo com lama e fome. Mas a sua lama e a sua fome não me mataram. Pelo contrário. Quanto mais atiravam lama sobre o meu mísero corpo mais forte me tornava, no meu sentimento de piedade perante todos nós, os miseráveis.»

Giovanni Segantini, pintor italiano

domingo, 5 de maio de 2019

«BERNARDO - Li algures que os pássaros tinham obsessões, que às vezes se matavam sem que houvesse uma explicação aparente.

AMÉLIA - É como as pessoas. Por vezes, aparecem homens enforcados nas suas próprias casas quando nada o fazia prever. Os jovens que se atiram das pontes para os rios.

BERNARDO - Mas aí talvez seja o desespero.

SUSANA - Muitos casos são por causa de paixões ou pessoas sozinhas.»



Jaime Rocha. Casa de Pássaros. Publicações Dom Quixote. Sociedade Portuguesa de Autores., Lisboa, 2001., p. 36
«Mãe distraída, talvez mesmo desatenta, Sophia deixava as ralações mundanas com vestuários e refeições para as criadas, encarregadas de levar as crianças à escola para que pudesse dormir até tarde. De tal forma que era comum ouvir Luísa, a empregada minhota de sempre, alardear com ironia a falta que fazia à família: «Se não fosse eu, nesta casa comiam-se versos.»

Sobre Sophia Mello Breyner Andresen

antirregime

''pureza inexcedível''

''rosas encarnado escuro''

''muros de camélias''

manias de octogenária

  “O cinema de José Álvaro Morais é habitado por um imaginário onde perpassam marinheiros dançantes ou em correria, como se estivessem perpetuamente atrasados para qualquer embarque, aqui e ali em tintas de comédia musical (uma alusão a um certo Jacques Demy, mas também a algum do modernismo pictórico de José de Almada Negreiros); a velha Lisboa da Costa do Castelo e da Baixa, que se vem espreguiçar no Tejo doméstico entre Alcântara e o Mar da Palha, e que para ele era um mar; personagens masculinas de vocação sexual incerta, ou claramente bissexuais, redesenhando de modo declaratório o mundo dos afectos; e uma busca de identidade miscigenada como a dele (originalmente filho-de-família provinciano, vindo para Lisboa para estudar medicina, e depois europeizado e cosmopolitizado pelo cinema) (…) E é também um cinema pontuado por um bom humor à Truffaut, o bom humor destinado a tourner en dérision, a tornar irrisório aquilo mesmo de que se ocupa — o bom humor discreto e parco de quem conhece o valor de sorrir do que faz, sem no entanto se desmerecer ou apoucar.”

João Maria Mendes 

''permanência granítico''

“portuguesidade”


“Ma Femme Chamada Bicho”(1976) retrata a pintora Vieira da Silva

Filme de José Álvaro Morais

''aspectos ambíguos e plurívocos ''

''intertextualidade ou doce promiscuidade ''

"Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço"(1970), de João César Monteiro

valores populistas no espaço televisivo

minimal

sábado, 4 de maio de 2019

Fotografia Leonel de Castro, do projeto Almas

Francisco José : Olhos Castanhos



Letra e música: Alves Coelho
Teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são pecados meus,
são estrelas fulgentes,
brilhantes, luzentes,
caídas dos céus,
Teus olhos risonhos
são mundos, são sonhos,
são a minha cruz,
teus olhos castanhos
de encantos tamanhos
são raios de luz.

Olhos azuis são ciúme
e nada valem para mim,
Olhos negros são queixume
de uma tristeza sem fim,
olhos verdes são traição
são crueis como punhais,
olhos bons com coração
os teus, castanhos leais.

teatro radiofónico

« AMÉLIA - É a filha dos mistérios, sempre a esconder coisas à tua mãe!»

Jaime Rocha. Casa de Pássaros. Publicações Dom Quixote. Sociedade Portuguesa de Autores., Lisboa, 2001., p. 18

'' muda como uma tábua''

Jaime Rocha. Casa de Pássaros. Publicações Dom Quixote. Sociedade Portuguesa de Autores., Lisboa, 2001., p. 15
« - Este tempo adoece-me, fico com as veias grossas, com mãos de uma velha.»

Jaime Rocha. Casa de Pássaros. Publicações Dom Quixote. Sociedade Portuguesa de Autores., Lisboa, 2001., p. 14
«A Susana sempre foi assim, sempre me escondeu tudo. Já em criança tinha essa mania, metia as coisas debaixo da cama e nos vasos, para que eu não visse. E eu não via, de facto, não queria ver. Que importância tem uma criança esconder gritos mortos ou bezoiros?»

Jaime Rocha. Casa de Pássaros. Publicações Dom Quixote. Sociedade Portuguesa de Autores., Lisboa, 2001., p. 13

''quem não tem cão caça com gato''


''pássaros embalsamados''

´''Novo esclavagismo da laboração contínua''

''A Aguadeira''

´´Pétala da Rosa´´

''viveiro de artistas''

Contra-pulso entre impulso e frustação

A RENDEIRA

domingo, 28 de abril de 2019


Lampirídeos

marcelismo

“O que escolhemos recordar é o que escolhemos ser”

''Manuel Loff questiona porquê recordar a memória de uma ditadura e da repressão, lembra que nas últimas décadas a memória das ditaduras do século XX se tornaram-se um “intenso campo de batalha”, cultural e político e afirma “O que escolhemos recordar é o que escolhemos ser”. ''

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Álvaro Cunhal treplicou, negando que lhe tivesse escapado o alcance de As Encruzilhadas de Deus: "Eu quero esclarecer que falo neste momento da poesia de José Régio — sobretudo de As Encruzilhadas de Deus — porque ela canta com um realismo impressionante a tortura do desalento, da fuga, da indecisão, canto esse comum a muitos outros poetas e poetazinhos portugueses que não foram fadados para a poesia [...]. Mas nenhum como José Régio conseguiu exprimir com tão grande beleza, vibração e angústia, a situação do homem que se afastou das multidões anónimas, do homem a quem faltam forças para romper o isolamento, do homem a quem a vida chama ainda e que não vê outra maneira de dela se aproximar, fora a expressibilidade do seu eu"

Álvaro Cunhal, "Ainda na encruzilhada", Seara Nova, n° 626,12-8-1939, pp. 151-154.
"Cada qual tem que escolher um caminho — para um lado ou para outro".

Álvaro de Cunhal
''Críticos e criticados ''

i.co.no.clas.ti.a silabação


nome feminino
1.
RELIGIÃO, HISTÓRIA doutrina bizantina dos séculos VIII e IX que repudiava a representação e o
culto de imagens sagradas
iconoclasmo
2.
RELIGIÃO qualquer doutrina ou movimento que se oponha ao culto de imagens
3.
destruição de estátuas ou imagens religiosas
4.
figurado atitude de quem ataca ou rejeita valores, práticas, crenças ou instituições estabelecidas

25 de abril: porque o fim da ditadura em Portugal não pode ser comparado a nenhum outro


«Documento dos 9»

tentação dogmática

ideário

en.deu.sa.men.to

''Um grande nepotista foi Napoleão Bonaparte. Em 1809, 3 de seus irmãos eram reis de países ocupados por seu exército.''

''O golpe de Estado não teve só o escarlate dos cravos a dar-lhe cor. Teve o sangue de quatro pessoas assassinadas às mãos dos últimos fascistas que guardavam a PIDE/DGS. No seu canto de cisne, de dentro da sede nacional da política, na rua António Maria Cardoso, em Lisboa, pelas 20h20, saiu uma saraivada de tiros que tirou a vida a quatro pessoas:
João Guilherme de Rego Arruda, 20 anos, estudante de Filosofia, natural da ilha de São Miguel, Açores;
Fernando Luís Barreiros dos Reis, 23 anos, soldado na 1.ª Companhia Disciplinar de Penamacor, natural de Arranhó, Arruda dos Vinhos. Pai de duas crianças;
José James Harteley Barneto, 38 anos, escriturário do Grémio Nacional dos Industriais de Confeitaria. Natural de Vendas Novas, Alentejo. Deixou quatro filhos;
Fernando Carvalho Giesteira, 17 anos, natural de Vreia de Jales, Vila Pouca de Aguiar, empregado de mesa na boîte Cova da Onça, em Lisboa.
Mas havia de morrer mais gente, nesse dia, nessa rua. António Lage, 32 anos, funcionário da PIDE/DGS – não era um agente, era um administrativo, moço de recados – foi morto pelos militares revolucionários cerca das 21h20, já depois de se ter entregue. Tentou fugir, correr para casa, a poucos metros dali, mas as centenas de pessoas que se acotovelavam na rua gritaram-lhe a sentença: matem-no! Alguém a executou.
A 26 de abril de 1974, ali bem perto daquela rua, em plena baixa lisboeta, uma confusão leva os militares a disparar contra uma coluna de carros da PSP, por acharem que os agentes iam investir contra os manifestantes, no Largo Camões, em Lisboa. Manuel Cândido Martins Costa, 25 anos, polícia de choque, foi fatalmente atingido nos pulmões.
Até hoje, a identidade dos assassinos destas seis pessoas permanece uma incógnita.''

O funcionalismo público

Nepotismo


''Nepotismo (do latim nepossobrinhoneto, ou descendente), é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos.''

Meritocracia

''O termo Meritocracia, neologismo — do latim mereo ('ser digno, merecer') e do grego antigo κράτος, transl. krátos ('força, poder') — estabelece uma ligação direta entre mérito e poder.

Tanto a palavra mérito quanto a palavra poder têm diversos significado, o que faz com que o termo meritocracia seja polissémico.Desta maneira o termo podem tanto: ser interiorizado como um princípio de justiça (às vezes qualificado de utópico),e ainda, simultaneamente, criticado como um instrumento ideológico voltado para a manutenção de um sistema político desigual.

Um modelo meritocrático é um princípio ou ideal de organização social que busca promover os indivíduos — nos diferentes espaços sociais: escola, universidade, instituições civis ou militares, trabalho, iniciativa privada, poder público, etc — em função de seus méritos (aptidão, trabalho, esforços, competências, inteligência, virtude) e não de sua origem social (sistema de classes), de sua riqueza (reprodução social) ou de suas relações individuais (fisiologismo, nepotismo ou cooptação).''

segunda-feira, 22 de abril de 2019

revolucionarismo

“a História e seu braçado de cravos vermelhos”


historicidade

Para mim, prefiro o Michelet a todos os autores mais famosos de uma História infinita que a gente lê e não se lembra de nada: ao fim, tem tanta coisa que ninguém pode ler aquilo. Só o que nos diz qualquer coisa é que a nossa memória retém.

Eduardo Lourenço, “Uma barca de salvação”, in Ler, Livros e Leitores, Círculo de Leitores, Novembro de 2012, p.38

tempo-feito-Duração

Henri Bergson (1859-1941)

“Retrato de um pensador errante”

«Não creio que a Bíblia naufrague, mesmo numa civilização tão desapiedada (...) como a nossa. »
Eduardo LourençoFilósofo

"Não sou um grande pensador, o mundo é que pensa"

dimensão ética e artística da transformação social

epistemicídio

O autor refere-se à epistemicídio como o silenciamento das epistemologias não científicas através de sua supressão e/ou eliminação (SANTOS, 2002).

fascismo epistemológico

Para Boaventura de Sousa, esta prática seria a não-aceitação de outras epistemes que divergem ou apresentam uma nova visão de mundo, que não a eurocêntrica (SANTOS, 2009).

''tradições teóricas europeias e eurocêntricas''

''As relações sociais são sempre culturais e políticas, representam formas de poder e distribuições desiguais de poder e o conhecimento é a manifestação desse complexo e dessa teia de relações sociais de exploração e dominação (SANTOS, 2009). Segundo Lander (2005) nos encontramos numa linha de chegada numa sociedade sem ideologias, onde se acredita num modelo civilizatório único, globalizado, universal, que torna desnecessária a política, na medida em que já não há alternativas possíveis a este modo de vida. Esse processo marcou o início de uma história universal e de um processo irreversível de isolamento, onde todas essas relações de ordem econômica, política, cultural e espacial, possibilitaram a absorção ideológica, cultural e social de relações estrangeiras do ocidente colonizador.''
 ''O conhecimento científico moderno é um conhecimento desencantado e triste que transforma a natureza num autómato, ou, como diz Prigogine (1997), num interlocutor terrivelmente estúpido (SANTOS, 1986). ''

A teoria da falseabilidade de Popper (1975)

fascismo territorial

fascismo social

domingo, 21 de abril de 2019

'' law in books vs law in action''

''O nosso tempo não é um tempo de respostas fortes. É antes um tempo de perguntas fortes e de respostas fracas. ''

"O Fim do Império Cognitivo"

Boaventura de Sousa Santos
«No domínio da organização do trabalho científico, a industrialização da ciência produziu dois efeitos principais. Por um lado, a comunidade cientifica estratificou-se, as relações de poder entre cientistas tornaram-se mais autoritárias e desiguais e a esmagadora maioria dos cientistas foi submetida a um processo de proletarização no interior dos laboratórios e dos centros de investigação. Por outro lado, a investigação capital-intensiva ( assente em instrumentos caros e raros) tornou impossível o livre acesso ao equipamento, o que contribuiu para o aprofundamento do fosso, em termos de desenvolvimento científico e tecnológico, entre os países centrais e os países periféricos.»

 SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 15. ed. Porto: Afrontamento, 2007. p.35.

Sinfonia nº 3 (Sinfonia das Canções Tristes), de 1976

Compositor Polaco Henryk Górecki

paz perpétua

 “como é que a ciência moderna, em vez de erradicar os riscos, as opacidades, as violências e as ignorâncias, que dantes eram associadas à pré-modernidade, está de fato a recriá-los numa forma hipermoderna?”

SANTOS, Boaventura de Souza. Para um novo senso comum: a ciência, o direito e a política na transição paradigmática. v.1. p. 58. 

O racionalismo socrático e o seu auge com a Revolução Industrial

“O progresso das ciências e das artes contribuirá para purificar ou para corromper os nossos costumes?”

Rousseau, 1750
''Nietzsche faz forte críticas ao pensamento socrático, para ele, Sócrates teria contribuído para os rumos funestos da cultura e consequentemente, do homem. Sócrates foi um grande racionalista, sua máxima residia no famoso “conheça-te a ti mesmo” que em essência expressa uma alta valorização da consciência e da racionalidade enquanto elementos que nos permitem acessar o que é o “bom” e o “ruim”. Por outro lado, para Nietzsche, a consciência é algo que surge da necessidade do homem viver em sociedade, sendo a linguagem um órgão a serviço da consciência que também surgiu das necessidades da vida colectiva. Dessa forma, o homem está limitado ao desconhecido. ''

o triunfalismo, a descontextualização, o monolitismo e o antiestatismo.

«Neste momento, para ser justo, devo ser contra a justiça. Uma simples dúvida basta quando se trata duma vida humana. Parece-me que nada há no mundo que seja mais importante. E se já é absurdo castigar a morte dum homem matando outro, é horripilante a simples admissão de se matar um inocente!»

Ferreira de Castro

(...)

« - Quando de novo eu estiver convosco.

hei-de falar-vos destes meus amigos
que nunca discutiram Belas Artes.

- tendo eles também as suas luas,
as suas crises de bem-estar nervosas,
iguais às nossas noutra diversão.

Os seus rescaldos de morrer na vida
é serem escravos dos trabalhos úteis.»



Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 79
(...)

« Mas é preciso provocar ausências,
fazer preparos para ficar inculto
gozar com perspicácia a liberdade.»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 78

« mal sossega a solidão»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 68
(...)

«somos nós os dois por dentro na minha alma
e tu, nessa manhã,
como se num prato de farinha branca
de súbito caísse à luz do sol
uma andorinha morta.»


Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 63

«Não sei dizer nem ver nem pressentir»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 53

«Nas velhas águas os abismos lúcidos»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 53
(...)

«Sofrer é repetir uma alegria
do assim olhar para ti já sem te ver
sozinho e acompanhado a toda a hora.»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 51
«Logicamente a madrugada exige
a novidade dum orgasmo lúcido,
porque se alastra quase sempre ao cérebro.»

C
arlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 49

RENIEGO



Tiri, tiri, tiri, ay
Ay, ay ya, ya ya ya ay
Ay, yo río por fuera
Y lloro por dentro
Yo río por fuera
Y lloro por dentro
Y es por matuca
Por madusquera
De esta pena mía
Ay, yo no encuentro
Yo río por fuera
Y lloro por dentro
Como él, reniego
Como él, reniego
Oh, reniego
Reniego de mi sino
Como él, reniego
Como él, reniego
Oh, ay, ay, mira ahorita que te he conocido


Compositores: Jesus Carmona Gonzalez / Pablo Diaz-Reixa Diaz / Rosalia Vila Tobella

« - sem poesia, e muita psicanálise,»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 46

sábado, 20 de abril de 2019

''areia velha''

«Nem voz nem mar nem fome nem destino.»


Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 40
(...)

«Durante alguns momentos nessa tarde
chovera um aguaceiro, e o ar, suado,
ficou da pele duma mulher rosada.»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 38

semi-espantado

(...)

«Agora, quando chegas, Alegria,
classicamente te espero,
e quase, quase nunca te pressinto.»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 32

«Tamanhos dias sofrendo,»


Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 31

«Distantemente, Portugal morria ! »


Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 29
«Martini branco, seco, sugestivo,
pessoas vivas, débeis ou dramáticas»


Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 24

(...)

«Só hoje, de exercitado,
com gerações esforçadas de ironias,
pernas abertas, assentes,
de pêlos aqui no peito
vorazes a descoberto,

- hoje!

minha alma se borrifa em vocês todos.»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 20
«Dou muito pouco para pensar angústias,
para consultar depressões.»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 19

(...)

« - Que a noite é sempre um coração disforme,
uma saudade que desenha e faz,
da sua permanência, - a Criação.»

Carlos Garcia de CastroRato do Campo. Edições Colibri, Lisboa, 1988 . p. 15

''as ebulições e os fantasmas do quotidiano''

João Rui de Sousa 

Precisamos de valores comunicáveis, pontes, afectos.

domingo, 14 de abril de 2019

« Se se traçasse  com um gráfico o nosso amor, quantas interrupções apareceriam, e quantos borrões e quantos recomeços!»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.36
«Uma virgem, uma virgem loura, é como um copo de água mineral oferecido a um alcoólico.»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.35
« - Aquela mulher tem uma acção excitante sobre os teus nervos, como o cloreto de sódio - diagnosticava o actor cómico. - Tu precisas de brometo. O brometo acalma.»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilatesTradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.35



Agujerito del cielo
Cuelando el brillo de Dios
Un rayo cayó en tus ojo'
Y me partió el corazón
Agujerito del cielo
Díctame por dónde ir
Para yo no equivocarme
Y así ver mi porvenir
When you're done with me
I see a negative space
What you've done for me
You need to lose some day
Who needs to pray?
Who needs balance? I'll see you every day
Barefoot in the park
You start rubbing off on me
Barefoot in the park
You start rubbing off on me
Ya tengo to' lo que quiero
Ya no puedo pedir má'
Cuando te tengo a mi la'o
Lo pasa'o se queda atrá'
Si estas faltando en mi era
Y te tuviera encontrar
Hasta yo te encontraría
Como el río va a la mar
Barefoot in the park
You start rubbing off on me
Barefoot in the park
You start rubbing off on me
Silence starts turning off between
Sky's looking up I think
I call off the chase
Who needs balance? I'll see you everyday
Barefoot in the park
You start rubbing off on me
Barefoot in the park
You start rubbing off on me
Compositores: Antonino Martinez Ortega / James Blake / Rosalia Villa Tobella

« - Não! - gemeu ela atirando a cabeça para trás como um passarinho, para lhe oferecer a face pálida, mas ardente, para oferecer-lhe uma boca cheia de amor e dois olhos cheios de pranto.»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.33

''pousou os lábios naquela nuca tépida e nuca''

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p. 33

''tenaz áspera''

vozes dos castastri

«Esta rapariga é um belíssimo, colorido, pinturesco vegetal; caminhando ao seu lado parece-me, quando muito, ter uma flor à lapela.»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p. 32
« - E em toda a casa onde há uma mesinha que manqueja, todos se julgam médiuns. O espiritismo não existiria se os carpinteiros fossem mais exactos no cortar as pernas das mesinhas.»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.26

''comissão de espiritistas''

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.26

''encefalite letárgica''

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.25

« A única aristocracia que eu conheço é a aristocracia da inteligência!»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.24
« - Os meus admiradores sou eu que os escolho - proclamava ela.»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.24

''a subtileza da pulhice''

terça-feira, 9 de abril de 2019

« - Gosto de homens simples - declarou-lhe a actriz virando-lhe as costas. - Hoje que todos se fazem de interessantes, os únicos verdadeiramente interessantes são os que não o são.»

Pitigrilli. A virgem de 18 quilates. Tradução de João Santana. 1ª Edição: Agosto de 1973, Editorial Minerva., p.24