Não me reconheço entre os homens
porque são eles os demolidores do meu pensamento
Não participo desta razão comum de existir
porque luto dia a dia com sons e signos ocultos
para a invenção doutra linguagem
que não descobrirei
— sei-o perfeitamente —
mas a necessidade de estar só
dentro de um universo opiado e infinito
obriga-me a estender os cabelos no exílio
António Barahona in “Pássaro-Lyra”, Averno, Lisboa, 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2026
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