domingo, 5 de julho de 2026

 « ARGÃO: Como vos disse, meu coração, e como reconhecimento pelo amor que me dedicais, quero fazer o meu testamento.

BELINA: Ah! Minha doçura, não falemos disso, peço-vos; não poderia suportar tal ideia, estremeço de dor só de ouvir a palavra ''testamento''.

ARGÃO: Tinha-vos dito que falásseis neste assunto ao nosso notário.

BELINA: Está lá dentro, veio comigo de propósito

ARGÃO: Fazei-o entrar, amorzinho.

BELINA: Infelizmente, minha doçura, quando é muito o amor que sentimos por um marido não nos é possível pensar nestas coisas.»

Molière. O Doente Imaginário. Tradução e Prefácio de Alexandra Moreira da Silva. Edições Húmus, 2014., p. 53

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