quinta-feira, 17 de julho de 2025

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''São esquisitos, baixos e com bigodes e barbas. Chegam, na esmagadora maioria, homens. Elas, quando vêm, cobrem os cabelos com panos e não usam saia acima do joelho. Muitas são proibidas pelos maridos de cortarem o cabelo. Por vezes, eles ameaçam-nas com uma chapada ou um murro; elas, subservientes, baixam a cabeça e colam as mãos ao ventre. Trazem com eles uma paixão fervorosa pela religião. Usam colares com o símbolo das suas crenças e são capazes de dar mais do que têm para que o seu local de culto, na sua terra natal, tenha um relógio ou um telhado novo. Rezam, pelo menos, de manhã e à noite. Se puder ser, ao final da tarde, cumprem mais um ritual.

Chegam sem falar uma palavra da nossa língua. Parece que fogem de uma guerra qualquer lá no país deles, da fome e da miséria. (...) Atravessam países inteiros a pé ou à boleia para chegarem aqui. Pagam milhares para saírem do seu país e vêm ficar na miséria. Alguns têm muitos filhos, muito mais do que aquilo a que estamos habituados. Deixam-nos sozinhos ou com os irmãos mais velhos, que não vão à escola. Mas são muito trabalhadores.
(...)
São diferentes de nós e isso causa-nos má impressão. Não são muito limpos, cospem para o chão e as suas maneiras em público deixam muito a desejar. Vivem em bairros de lata que mais parecem campos de refugiados. Não sei como conseguem. Se é para viverem na miséria, mais valia ficarem na terra deles.''
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𝘪𝘯 "𝘋𝘪𝘢́𝘳𝘪𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮 𝘗𝘢𝘳𝘪𝘴𝘪𝘦𝘯𝘴𝘦".
𝘗𝘢𝘳𝘵𝘦 𝘥𝘦 𝘶𝘮 𝘵𝘦𝘹𝘵𝘰 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘪𝘵𝘰, 𝘦𝘮 1969, 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘢 𝘤𝘩𝘦𝘨𝘢𝘥𝘢 𝘥𝘦 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘦𝘴 𝘢 𝘍𝘳𝘢𝘯𝘤̧𝘢.
Podia ser sobre qualquer outro povo. Mas não. É mesmo sobre os portugueses....
𝘍𝘰𝘵𝘰𝘨𝘳𝘢𝘧𝘪𝘢 𝘥𝘦 𝘱𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘶𝘦𝘴𝘦𝘴 𝘯𝘶𝘮 𝘣𝘪𝘥𝘰𝘯𝘷𝘪𝘭𝘭𝘦 𝘦𝘮 𝘗𝘢𝘳𝘪𝘴 𝘯𝘢 𝘥𝘦́𝘤𝘢𝘥𝘢 𝘥𝘦 1960

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