terça-feira, 14 de abril de 2026
"Frustra fit per plura quod potest fieri per pauciora"
"É inútil fazer com mais o que se pode fazer com menos"
Síndrome do Duplo Subjetivo
''No folclore alemão, encontramos um figura muito interessante chamada Doppelgänger, da junção de doppel (que significa duplo, réplica ou duplicata) e gänger (andante,ambulante ou aquele que vaga). O Doppelgänger possui uma ação inusitada: ele tem a capacidade de reproduzir, de imitar, de agir de forma idêntica a uma pessoa, ou seja, o Doppelgänger é um duplo exato, perfeito.
Na Síndrome do Duplo Subjetivo aparece uma ideia semelhante, de que a pessoa possui um duplo idêntico, porém com a personalidade um pouco diferente ou até uma vida inteira diversa, muitas vezes o duplo pode ser totalmente desconhecido e viver em um país estranho e muitas vezes pode ser ligada a uma pessoa próxima.''
Delírio de Cotard (Síndrome do Morto-Vivo)
''O nome do delírio vem do neurologista Jules Cotard (1840–1989) que descreveu os sintomas desta doença mental extremamente rara, na qual a pessoa pensa que está morta, não existe ou não possui os órgãos internos de seu corpo. Cotard também nomeou como delírio de negação, le délire des négations.''
Referências
Síndrome de Otelo
''A Síndrome de Otelo vem, evidentemente, do famoso personagem de Shakespeare. Na peça Otelo, o Mouro de Veneza, o personagem principal tem o pensamento obsessivo de que a sua mulher o está traindo.
Assim, na Síndrome de Otelo a pessoa pensa que o seu parceiro ou parceira está tendo um caso, a despeito de todas as provas e evidências em contrário.
Segundo os especialistas, não se trata de um simples caso de ciúme, embora o ciúme seja o principal sentimento da Síndrome. Como o ciúme se torna um pensamento obsessivo que não cessa, a pessoa portadora passa a realizar todo tipo de comportamento para encontrar a suposta prova da traição: verifica o telemóvel, invade emails, persegue na rua e, em casos extremos, chega à violência física.''
Para ler depois :
delirium
''A definição do delírio como o que aparta a pessoa da realidade é também utilizada com um critério especial: a pessoa em delírio não consegue diferenciar o real do delírio, ou seja, não se trata de uma fantasia, de uma criação artística, de uma fuga de ideias. A pessoa realmente acredita que o delírio é real.''
Entrevista no catálogo “A minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”, 2015
Helena Almeida
