"As cabras sobem encostas, mastigam mato seco, equilibram-se nas pedras como bailarinas precárias, ajudam-nos a tratar do planeta. Não enganam ninguém.
Os cabrões de gabinete engolem-nos em formulários, em decisões arbitrárias, em promessas nunca cumpridas, em corrupções nunca castigadas. Vivem do engano.
Já estive rodeado de cabrões engravatados. Saí sempre a perder. O mato regenera-se; a confiança não.
Uma cabra no monte faz mais pelo mundo do que dez cabrões atrás de uma secretária ou de um púlpito.
Antes o som de uma cabra a mastigar do que o de um cabrão a falar."
Pedro Chagas Freitas

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