E é exatamente sobre esse conhecimento de que vai falar a narradora na quarta das “Meditações”, que vê o acesso ao conhecimento contrário ao padrão da mulher submissa dona de casa, como um caminho honroso para as mulheres que não querem ser subservientes e presas a um casamento malfadado, citando as mulheres portuguesas as quais se esqueceram desse alento que é a informação e o conhecimento:
''É esta febre que as mulheres de Portugal apagam no regélo do coração, rebatendo assim o estimulo mais attrahente da ambição da gloria, a unica que eu invejo e apprecio. Fecha-se-lhe esse sanctuario explendido, e eil-as ahi sem prestigio, sem outro brilho nos fastos contemporaneos, senão o de boas governantes de casa, e boas mães de familia. A sua missão mais nobre é por certo esta, nem eu posso contestal-a. Folgo até que me extremem no meio d’ellas. Mas essa essencia preciosa absorve todas as faculdades grandiosas da mulher? Não. É preciso que esta inactividade tenha fim, é preciso que nos desliguemos de certas appreehensões, procurando no livro e nos estudos bons mestres um refrigerio para os tristonhos dias da velhice. (p.91) '' Ana Plácido

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