sábado, 17 de janeiro de 2026

 onde está a vida do homem que escreve, a vida da laranja, a 
vida do poema — a Vida, sem mais nada — estará aqui? 
fora das muralhas da cidade? 
no interior do meu corpo? ou muito longe de mim — onde 
sei que possuo uma outra razão… e me suicido na tentativa 
de me transformar em poema e poder, enfim, circular livre‑ 
mente. 


Al Berto, «Prefácio para Um Livro de Poemas»

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