domingo, 11 de janeiro de 2026

 «A partir de "Danação", a obra de Béla Tarr mudou (...) referir-me-ei apenas àquilo que parece ser evidente: a vontade revelada pelos “últimos” filmes do cineasta de traduzir em termos de duração (isto é, em planos sequência) aquilo que os seus “primeiros” filmes haviam procurado articular em termos de espaço (isto é, em planos cerrados). A saber: a asfixia daqueles que vão tentando libertar-se da lei da repetição, encetando movimentos de fuga que, num mundo destituído de horizonte (diz-se que Deus morreu e vê-se que Lenin está morto), os reconduzem inevitavelmente aos seus respectivos pontos de partida.»

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