«(...) enxugarem na fronte o suor da morte.»

Mark Twain. Aventuras de Tom Sawyer. Círculo de Leitores., p.30



Dorothy Wilding -The Silver Turban , nude study, serie » hidden face » # 3 ,1928 

 William Hustler and Georgina Hustler

 '' «(...) trabalho consiste em tudo o que se ó obrigado a fazer e que prazer consiste naquilo que se não é obrigado a fazer.»

Mark Twain. Aventuras de Tom Sawyer. Círculo de Leitores., p.22

 « Descobrira, sem o saber, uma grande lei que rege a Humanidade e que é: para se conseguir um homem ou um rapaz cobice uma coisa,  basta tornar essa coisa difícil de obter.» 

Mark Twain. Aventuras de Tom Sawyer. Círculo de Leitores., p.22

 «Diz coisas horríveis, mas o que ela diz não faz doer, pelo menos quando não grita.»

Mark Twain. Aventuras de Tom Sawyer. Círculo de Leitores., p.16

 «A vida parecia-lhe oca e a existência nada mais do que um fardo.»

Mark Twain. Aventuras de Tom Sawyer. Círculo de Leitores., p. 15

 « - Que diabo de rapaz! Eu nunca hei-de aprender? Com tantas partidas como esta que me tem feito, já devia calcular onde ele poderia estar.  Mas quanto mais velha mais tola, é o caso.»

Mark Twain. Aventuras de Tom Sawyer. Círculo de Leitores

O coração, se pudesse pensar, pararia.



"Nasci num tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido — sem saber porquê. E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus. Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem veem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado. Por isso nem abandonei Deus tão amplamente como ele, nem aceitei nunca a Humanidade. Considerei que Deus, sendo improvável, poderia ser, podendo pois dever ser adorado; mas que a Humanidade, sendo uma mera ideia biológica, e não significando mais que a espécie animal humana, não era mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal. Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais. Assim, não sabendo crer em Deus, e não podendo crer numa soma de animais, fiquei, como outros da orla das gentes, naquela distância de tudo a que comummente se chama a Decadência. A Decadência e a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."
 
Livro do Desassossego, Bernardo Soares

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

 Para ele [Wittgenstein] a riqueza está aqui, na proximidade, à nossa mão, diante de nós, não é preciso descer à mina para encontrar gemas desconhecidas. E como captá-la? Através de um olhar atento, incansável, um olhar que se esforça por reconhecer nas coisas o seu gesto próprio, a fim de lhe fazer justiça. Eis o mais difícil: ver o que está diante dos nossos olhos.

tanto na filosofia como na arquitetura, segundo Wittgenstein, a atenção deve incidir “Sobre o seu próprio modo de ver. Sobre o modo como vemos as coisas. (E o que esperamos delas).”



No hay alivio más grande que comenzar a ser lo que es.

Alejandro Jodorowsky

sábado, 14 de janeiro de 2023

Precisava de alguns conselhos.

 « - Precisava de alguns conselhos. As pessoas só os aceitam quando eles coincidem com aquilo que querem fazer.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 145

sábado, 7 de janeiro de 2023



Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles is a 1975 film written and directed by Belgian filmmaker Chantal Akerman.

 

 «Escondia a sua erudição por detrás de expressões eivadas de calão, numa linguagem de iletrado, atrevida e rude.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 147

«Ele não se interessa por mim senão na medida em que possa ser-lhe útil.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 140

« Quando está desconcertada ou perplexa, Mary vomita a sua cólera como um polvo vomita a sua tinta para se esconder do inimigo.

- Tu dás cabo de mim. Não podes deixar que os outros tenham um pouco de alegria.

- Não é nada disso, minha querida. Tenho medo da tristeza desesperada, do receio que o dinheiro engendra, da falta de segurança e da inveja.

   Ela deveria ter sentido inconscientemente o mesmo temor. Experimentou ferir-me, procurou um ponto sensível, e encontrou-o.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 129

 « Não deixes que a fortuna estrague a doçura da nossa pobreza.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 128

 «Sê-lo-emos bem depressa, e tu, que tão mal usas a pobreza, usarás muito pior a riqueza.» E isto é verdade. Pobre, ela é invejosa. Rica, será desprezível. O dinheiro não cura a doença. Só modifica os sintomas.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 116

 «Ostentação puramente mundana, marcada pelo desejo surdo, suplicante, de ser notado e considerado.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 115

Agora Só Falta Você

 Um belo dia resolvi mudar

E fazer tudo o que eu queria fazerMe libertei daquela vida vulgarQue eu levava estando junto a você
E em tudo o que eu façoExiste um porquêEu sei que eu nasciSei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltarE sem ligar pro que me aconteceuUm belo dia vou lhe telefonarPra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiroEu sinto prazerDe ser quem eu souDe estar onde estouAgora só falta vocêAgora só falta vocêAgora só falta vocêAgora só falta você
E fui andando sem pensar em voltarE sem ligar pro que me aconteceuUm belo dia vou lhe telefonarPra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiroEu sinto prazerDe ser quem eu souDe estar onde estouAgora só falta você
Agora só falta vocêAgora só falta vocêAgora só falta você

''litania monótona''

 


John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 115

''tenho cicatrizes morais''

 John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 108

«O sucesso exige coragem.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 107

 «Pode supor-se que nas caves sombrias e ignoradas do espírito um júri composto de seres sem rosto reúne para deliberar.»

John Steinbeck. O Inverno do Nosso Descontentamento. Tradução de João Belchior Viegas. Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1962., p. 101

Saudadinha



Ó Tirana saudade
Ó Tirana saudade
Ó Tirana saudade
Saudade, ó minha saudadinha
Foste nada no Faial
Foste nada no Faial
Foste nada no Faial
No Faial baptizada na Achadinha

Saudade onde tu fores
Saudade onde tu fores
Saudade onde tu fores
Saudade leva-me podendo ser
Que eu quero ir acabar
Que eu quero ir acabar
Que eu quero ir acabar
Saudade onde tu foras morrer


A saudade é um luto
A saudade é um luto
A saudade é um luto
Um amor, um amor, uma paixão
É um cortinado roxo
É um cortinado roxo
É um cortinado roxo
Que me morde, que me morde o coração.

José Afonso