''edição antiquíssima, ressequida e amarelecida''

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 78
« - Infelizmente, toda a gente tem sentimentos - disse. - Portanto, toda a gente faz literatura.
- Conheço um tipo que não tem sentimentos e, no entanto, faz literatura - disse eu.
- Deve ser um bom escritor - opinou Tomatis.
- Escreve com a pila - disse eu. - Molha a pila no tinteiro e escreve.»

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 74/5

 « A única forma possível é a narração, porque a substância da consciência é o tempo.»

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 58

 « Há três coisas que têm realidades na literatura: a consciência, a linguagem e a forma.»

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 58

 


nome masculino
1.
exposição escrita e articulada daquilo que o autor intenta provar contra o réu
2.
o que envolve acusação de alguém

''incontinências verbais''

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 97

«(...) de modo nenhum quero atraiçoar conscientemente a verdade.»

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 97

''luto colectivo''

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 96

« Depois de velho ainda se vive muito tempo.»

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 95

 « Nunca o  meu amor foi cego: Conheci os homens e as suas fraquezas.»

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 91

''Por amor os poupei.''

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 90

 ''(...) mas que só mais tarde chegarão a juízos amadurecidos sobre os homens, as obras, a vida.''

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 88

''retoricismo oco''

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 88

 '' intimamente comungarem com as massas no mesmo pathos sentimental''

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 87

« Ainda não há muito que sobretudo os poetas tuberculizavam, ou se suicidavam, ou, de qualquer modo, feneciam na flor dos anos lastimando-se aniquilados, perdidos, prontos para o fim: talvez pelos desvarios da imaginação e dos sentidos, durante vidas curtas mas longas em peripécias devastadoras.»

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 84

 «Perdoa-me todas as faltas de amizade que, de facto, houve na chamada da nossa amizade!»

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 82/3

 «(...) limpidíssimas explicações mais convenientes ao seu amor-próprio.»

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 82

 «Não é o sentimento de rivalidade que mais dificulta a amizade entre oficiais do mesmo ofício? mormente se o ofício é intelectual?»

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 80

«Todo o literato mais ou menos falhado tem uma invencível necessidade de falar de si e da sua obra; até de dar nas vistas.»

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 76

A mim, o que me defende é a minha obscuridade.

 «Todos reconhecemos que os camaradas literatos nada merecem uns aos outros. A mim, o que me defende é a minha obscuridade.»


José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 76

''o frio que dá uma impressão de cortante pureza''

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 66


 

não ir em loas
não ceder a lisonjas, não se deixar enganar

 '' na fria noite de Dezembro que a neve aquecera...''

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 66

 ''caçadores de feras em florestas nocturnas''

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 62

terça-feira, 19 de abril de 2022

A Tua Presença


Eu já nada sinto
e afinal
eu gosto de não sentir nada
sozinho na calma das horas passadas
tão só numa outra quietude
num sossego tão so´ sossegado
e esquecido
eu me esqueça de mim
aos bocados
adormece-me um sono dormente
que aos poucos se apaga
um sonho qualquer
mas não me acordes
não mexas
não me embales sequer
eu quero estar mesmo como eu estou
quietamente
ausente
assim
a viagem que eu não vou
nunca chega até ao fim
é longe
longe
tão longe
que de repente tu chegas
tu brilhas e luzes
na cor das laranjas
tu coras e tinges
a mancha da marca
na alma da luz
da sombra que finges
e tu já não me largas
saudade
tu queres-me tanto
e se eu lembro
tu mexes comigo
tu andas cá dentro
à volta do meu coração
no meu pensamento
também
e por mais que eu não queira
tu queres-me bem
e desdobras os mundos em cores
e levas-me pela tua mão
cativando o meu corpo
a minha alma
a razão
só a tua presença
é que me inquieta
aquela outra ausência
dói
como um passado projecta
aquele futuro que se foi
p´ra longe
longe
tão longe
que nunca se acaba
esta inquietação
se evitas momentos
já quase finais
e ficas comigo
ainda e sempre
um pouco mais
tu nunca me deixas
saudade
tu nunca me deixas

'' os bares melancólicos de sujos mosaicos''

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 49

Para encurralar a lebre, tem de haver um
    ponto mais à frente a partir do qual
a lebre não possa avançar;
para que fique cansada, tem de haver um campo
   através do qual tenha corrido;
para que tenha de morrer, tem de haver um
   sítio, em campo aberto, ou numa gruta de ramos,
   onde possa encontrar a sua morte.

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 48

 «Pelas janelas do táxi via desfilar uma cidade escura, repleta de água.»

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 47

''negrume gélido''

 Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 41

 « Vi as estrelas movimentando-se e certa noite via a lua cheia de panteras e tigres desfeitos em pedaços e ensanguentado o céu inteiro em redor da lua.»

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 41

''lama aguada''

 Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 30

 «(...), despia-me e sentava-me a fumar e a beber gim a pequenos goles. Deixava-me ficar ali até se começar a ver o primeiro lampejo de claridade diurna. Às vezes masturbava-me.»


Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 21

 «Ouvi dizer que, tais coisas, Tomatis não as fazia por distracção, mas simplesmente por ser um filho da puta.»

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 20

'' experimentava aguaceiros de sangue por detrás dos olhos''

 Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 19

« Vai-se ver e não está a pensar em nada: vai-se a ver e até as mamas desapareceram e agora não têm nada lá dentro, texturas somente, as paredes negras, áridas, corroídas pela ferrugem de velhas memórias e pensamentos, um negror  húmido, verde-escuro, sem quaisquer zonas iluminadas, nem o eco da luz pálida nem o do som brumoso que é o horizonte de ruído que rodeia o cone iluminado pelo candeeiro cuja luz se desdobra sobre a mesma de bilhar,(...)»

 Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 13

 «Também é possível que esteja a pensar que o cigarro lhe está a queimar a boca e que convém começar a resolver e a acumular saliva com a língua para arrefecer a boca (...)»

Juan José Saer. Cicatrizes. Traduzido do castelhano (Argentina) Pedro Miguel Mochila. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2016., p. 13

segunda-feira, 18 de abril de 2022

'' o salário não dá para comer''

 José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 82

 «(...), é preciso que o homem se degrade para que não se respeite a si próprio nem aos seus próximos.»


José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 79

''gloriarem-se os sofredores do seu sofrimento''

 José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 79

« O povo fez-se para viver sujo e esfomeado. Um povo que se lava é um povo que não trabalha, (...)»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 79

''as águas corriam como seda escura e rangideira''

 José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 75

 «(...), sem defesa, aperta-se-nos o coração de tanta fragilidade.»


José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 74

''pensar condoídos''

 José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 68

''gato varado''

 José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 67

 

nome feminino
1.
pau cilíndrico que serve para tirar o que fica acima das bordas de uma medida
2.
medida para cereais
3.
utensílio de marceneiro com que se tiram as rebarbas à madeira
4.
utensílio de gravador para polir o granulado das chapas
5.
figurado tudo o que desbasta, corta ou arrasa para nivelar, igualar ou destruir

'' Apetece morrer, e há quem morra.»

 José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 59

 «(...) chegando a hora de tirar os pés da leiva e ir à procura dos empedrados da civilização.»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 56

« Facilmente se vê que é uma conversa de pobres, entre uma mulher feita e um homem no princípio, e falam destas coisas de pouca substância e nenhum voo espiritual, (...)»


José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 54

Fausto


e fomos pela água do rio
em busca daquela terra
e a maré foi de rosas pela boca
na calmaria tão grande
e a**im como fosse cansado
a água vai muito mansa
e o meu corpo suado
embalado
flutua e descansa
e vimos com os nossos olhos
que em maravilha se olharam
uma cor na água do rio
desvairada da outra
desvariada pelo tom
alucinada
pelo desvairo da cor
se uma era doce
e a outra salgada
em ondulante sabor
e a cor do ouro repousa
derramado na areia
e saborosa e tão quieta era a vista
pouco lavada dos ventos
são infindas as garças reais
em voos muito arabescos
que só do olhar tivemos
um doce e grande refresco
e em todo aquele rio era grande
a cópia de pescarias
de multidão de gatos-de-algália
papagaios e bugias
e surgem do denso arvoredo
incontáveis gentes pretas
de tão lindas mulheres
e de grande vergonha
tão ledas
e o perfume desta terra
é a doçura do seu fruto
o mistério do seu vulto
em selva de arvoredos
de palmares
laranjeiras
limoeiros e cidreiras
cristalinas
pelos ares
brilham as cores do arco celeste
de infinitas maneiras
de infinitas maneiras

 «  Tem os olhos escuros, fundos como minas. Não está a pensar, salvo se pensamento é esta passagem lenta de imagens, para trás, para diante, (...)»


José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 51

''todo o dia a ganir de fome''

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 49

«(...), um homem que só amarguras me tem dado, do pior tenho sofrido, misérias e desgostos e pancadas, bem avisada fui, mal avisada andei,»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 42

''fome contra fome, miséria sobre miséria''

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 40


 

adjetivo
1.
que tem carácter de sediçãorevoltosoinsubordinado
2.
que promove uma sedição ou toma parte nela

 « Ficaram os camponeses estendidos naquele chão, gemendo suas dores, e recolhidos aos casebres não folgaram, antes cuidaram das feridas o melhor que puderam, com grande gasto de água, sal e teias de aranha.»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 35

 «(...), porque os salários, pelo pouco que podiam comprar, só serviam para acordar a fome.»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 36

 « Então chegou a república. Ganhavam os homens doze ou treze vinténs, e as mulheres menos de metade, como de costume. Comiam ambos o mesmo pão de bagaço, os mesmos farrapos de couve, os mesmos talos. A república veio despachada de Lisboa, andou de terra em terra pelo telégrafo, se o havia, remendou-se pela imprensa, se a sabiam ler, pelo passar de boca em boca, que sempre foi o mais fácil.


José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 35

«Vivia sofrida e calada.»


José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 33

 « Mas todos os céus têm os seus luciferes e todos os paraísos as suas tentações.»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 32

 «(...), como um pássaro que se atira de peito contra os ferros da gaiola, que prisão é esta na minha alma, com trinta demónios.»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 31

«(...), ficou atenta, olhando o lume, como quem espera que um recado mal entendido se repita.»

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 21

''almas mortas''

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 12

''Há dias tão duros como o frio deles, outros em que se não sabe de ar para tanto calor''

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 9

''O que mais há na terra, é paisagem.''

José Saramago. levantado do chão. 20ª Edição. p. 9

'' dos silêncios do céu''

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 60

«Não julgues que estou doido; estou mais é farto! já posso falar a verdade.»

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 55

« Tanto mais duvidamos quanto mais sabemos, ou julgamos saber. E sobre nós mesmos, homens, se torna ainda maior a nossa perplexidade! Por certo somos mais complicados que as pedras e as plantas, os animais a que negamos razão e até os fenómenos siderais. Quem sabe? talvez nos nem convenha sabermos demais sobre nós mesmos!

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 31

«(...), eu não quisera ofender-te sem te ouvir.»

José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 30

« Uma suspeita que nos fere...que não conseguimos suportar...entrou no nosso coração.»

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 30

 

largar a labita
popular deixar de importunar ou assediar

''Ódio antigo não cansa''

 José Régio. Há mais mundos. Círculo de Leitores, 1973., p. 7

quinta-feira, 7 de abril de 2022

« E eu pergunto aos economistas políticos,
aos moralistas, se já calcularam o número de
indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao
trabalho desproporcionado, à desmoralização,
à infância, à ignorância crapulosa, à desgraça
invencível, à penúria absoluta, para produzir
um rico?

Almeida Garrett

« (...), alegra-te rapaz, estiveste sempre triste, como se a vida já fosse triste para ti.»

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 314

 « já não tenho manias, só tenho dores e ansiedade e já sei bem o que me vai acontecer. não diga isso, e olhe que eu não vejo os pássaros por casmurrice, ó senhor pereira. eu não disse isso, mas podia ser. eu sei lá porque os vejo, às vezes vejo coisas com uma clareza que custa a crer que a imaginação tenha tanto talento.»

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 289

''fita de sonsa''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 286

''lúgubre luar''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 285

''cochichos melosos''

 Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 282

''doutorice do pretendente''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 279

«(...), a pensar nessas levezas que não têm sequer dicionário e obrigam uma pessoa a depender da outra pelo lado mais delicado da beleza.»

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 279

« os sonhos de velho são como a memória dos peixes. duram uns segundos e por uns segundos já valerão a pena.»

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 278

quarta-feira, 6 de abril de 2022


Toshiro Mifune - Japanese actor

'' o poder do sexo na sociedade''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 264

''isto é coisa para nos amargar o sangue''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 264

« fomos sempre um povo de caminhos salgados. »

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 264

« que medo se nos entra outro filho-da-puta no poder, a censurar tudo quanto se diga e a mandar que pensemos como pensa e que façamos como diz que faz.»

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 250

''o jugo glutão da igreja já não funciona''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 250

''desfear as flores''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 248

''salários de humanos de segunda''

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 200

 « um capitalismo de especulação no qual o trabalho não corresponde a riqueza e já nem a mérito, apenas a um fardo do qual há quem não se consiga livrar.»

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 200

 « olhe, hoje é possível reviver o fascismo, quer saber. é possível na perfeição. basta ser-se trabalhador dependente. é o suficiente para perceber o que é comer e calar, e por vezes nem comer, só calar.»

Valter Hugo Mãe. A máquina de fazer espanhóis. Prefácio Caetano Veloso. Porto Editora, 19ª Edição, 2016 p. 200