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sábado, 29 de setembro de 2012


« - É estranho - disse Akshay com um suspiro de tristeza - que quanto mais virtuosa uma mulher é, tanto pior é tratada; parece que o céu reserva as suas mais duras provações àqueles que menos as merecem.»



Rabindranath Tagore. O Naufrágio. Tradução de Telo de Mascarenhas. Editorial Inquérito, Lisboa., p. 209

domingo, 23 de setembro de 2012


«Ficaram assim até à hora do crepúsculo; o orvalho da noite caía sobre eles como lágrimas.»



Rabindranath Tagore. O Naufrágio. Tradução de Telo de Mascarenhas. Editorial Inquérito, Lisboa., p. 148

Que teria sucedido para sentir tanta a sua solidão?


«Donde vinham esses soluços que lhe subiam à garganta? Porque recordava ela as tristezas da sua jovem existência? Na véspera tinha-se esquecido que era órfã, de que não tinha mais ninguém no mundo senão o seu esposo. Que teria sucedido para sentir tanta a sua solidão?»



Rabindranath Tagore. O Naufrágio. Tradução de Telo de Mascarenhas. Editorial Inquérito, Lisboa., p. 99/100

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Aforismos

34. «Ninguém agradece o seu passado
ao leito seco do rio.»



Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 103
«Não é este eco das minhas escuras cavernas
o eco das tuas canções?»


Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 96

LONGE DE TI SEI DO TEU ROSTO

TOMASTE-ME pela mão,
levaste-me contigo
e sentaste-me no trono
diante dos homens.
Comecei a ficar tímido,
incapaz de agir,
inútil para o caminho.
Duvidava de tudo,
e discutia comigo a cada passo,
não fosse caso
que pisasse algum espinho
no favor humano.

Veio a pedrada,
soou o tambor do insulto,
e a minha cadeira
rolou humilhada no pó.
Livre por fim!
Os caminhos abertos à minha frente;
as minhas asas cheias do desejo do céu!
Vou com as estrelas errantes da meia-noite,
mergulhar na profundidade sombria!

Sou como a nuvem de verão
no meio da tempestade,
que arranca a sua coroa de oiro
e cinge o raio como uma espada,
presa pela cadeia do relâmpago!
Com que desesperada alegria
corro pelo caminho poeirento
dos desprezados,
a caminho da tua boa-vinda final!

O menino encontra a mãe
ao sair do seu ventre.
Agora que estou separado de Ti,
fora da tua casa
que bem distingo o teu rosto!






Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 67/8

AMOR QUE LIBERTA

OS QUE me amam neste mundo
fazem quanto podem para me deter;
mas TU
não procedes assim no teu amor,
que é o maior de todos,
e deixas-me livre.

Eles nunca se atrevem
a deixar-me sozinho,
com medo que os esqueça;
mas passam  dias e dias
sem que Te deixes ver.

E embora não chame por Ti
nas minhas orações,
embora não Te guarde no coração,
o teu amor
espera sempre
o meu amor.



Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 48
(...)

«Não sei que é isto que se agita em mim,
não sei que quer dizer isto que sinto!»


(...)

Não deixes passar as horas na sombra!
Acende a lâmpada do amor
com a tua vida!»




Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 42/3

domingo, 19 de fevereiro de 2012


«Olhar-nos-emos nos olhos
e cada um irá por seu caminho...»


Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 23
«Quero o que não tenho
e tenho o que não quero.»


Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 22

Vem ao meu lago

(...)

«Se enlouqueceste
e queres morrer,
vem, vem ao meu lago.

O meu lago é frio
e não tem fundo;
escuro como um sono
sem sonhos.
Lá em baixo,
as noites e os dias são iguais,
e toda a canção é silêncio.

Vem, vem ao meu lago,
se enlouqueceste
e queres morrer.»


Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O. 3ª edição., p. 20/1
«O amor deles é um desejo infinito,
mas não pode voar lado a lado.
Olham-se e tornam a olhar-se
através dos arames da gaiola,
mas é em vão o seu desejo.»





Rabindranath Tagore. O Coração da Primavera. Editorial A. O.  3ª edição., p. 14
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