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domingo, 2 de dezembro de 2012

Tu e Eu

(Ty so mnói)
 
Tu e eu - e cada instante me é caro.
Talvez haja muitos anos à nossa frente,
Mas chega sempre a separação, da qual
Não é costume haver novos encontros.
 
Só as estrelas a qualquer hora se encontram
Correndo atrás das suas luzes pálidas.
Onde poderei, no universo frio,
Querida amiga, encontrar as tuas pegadas?
 
 
Stepan Shchipachyov. Antologia da Poesia Soviética. Trad. de Manuel Seabra. Editorial Futura, Lisboa, 1973, p. 104

QUE EU MORRA E OS ANOS PASSEM

Que eu morra e os anos passem,
Que eu em cinza seja para sempre.
Que venha pelos campos uma rapariga descalça:
Eu erguer-me-ei, vencendo a mortalidade,
Como poeira quente tocando as suas pernas
Que cheiram a margaridas até aos joelhos.
 
 
Stepan Shchipachyov. Antologia da Poesia Soviética. Trad. de Manuel Seabra. Editorial Futura, Lisboa, 1973, p. 104

SABER APRECIAR O AMOR

Saber apreciar o amor,
Especialmente apreciá-lo com os anos.
O amor não são suspiros num banco
Nem passeios ao luar.
Será tudo: lama e as primeiras neves.
E uma vida que é preciso viver juntos.
O amor é parecido com um bom poema:
Um bom poema não se faz sem sofrimento.
 
 
 
Stepan Shchipachyov. Antologia da Poesia Soviética. Trad. de Manuel Seabra. Editorial Futura, Lisboa, 1973, p. 103
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